Os episódios que compõem o processo guiado pelo governo nesta história dava um Manual: “como fazer truques orçamentais e negócios ruinosos para o interesse público em meia dúzia de lições”. Autoria: Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira.
O PCP escolheu, uma vez mais, falar para dentro em vez de lançar pontes para fora. Aliás, quando tem de escolher entre a ponte e a porta, o PCP escolhe a última e fecha-a com estrondo.
Enquanto permitirmos que Passos Coelho e Paulo Portas continuem a sua política de terra queimada, surgirão cada vez mais crianças a chegarem doentes com fome ao hospital, mais alunos a desmaiar nas salas de aula, mais mães a diminuírem o leite que dão aos bebés.
Cavaco fará o seu papel de homem de direita, assinará de cruz o ataque à democracia. E é perante este cenário mais do que certo, que convém perceber desde já, como se comportam os partidos da oposição e os seus eleitos.
Um Estado que subaproveita as potencialidades logísticas, humanas e pedagógicas das escolas públicas ao mesmo tempo que alimenta a procura de colégios privados vive manifestamente acima das suas possibilidades.
Passos Coelho mente quando tenta passar a ideia de que a escola pública sai cara ao Estado, para abrir terreno à concessão das escolas públicas a privados.
A troika ou a vida. É mesmo uma disjuntiva. A força dessa escolha leva a que hoje muitos dirigentes do PS já admitam envergonhadamente que a reestruturação da dívida é inevitável - o que o Bloco já dizia há 500 dias atrás, alto e em bom som.
Votámos contra o relatório da comissão parlamentar de inquérito, porque representa um consenso entre quem nacionalizou os prejuízos de um banco assaltado pela sua administração e amigos e quem vendeu de forma privilegiada um banco recapitalizado aos amigos do costume.