Quando o presidente da JSD chega ao ponto de intitular o seu artigo de opinião de “Golpe de Estado em curso!”, mais não faz do que exercer e apelar à ignorância política, num discurso infundado e obscurantista.
Num momento em que alguns falam em golpe de Estado, fundando-se numa ideia errada de eleição directa do Primeiro-Ministro, tudo isto mais me parece uma “golpaça constitucional”, cujo objectivo é anular a vontade maioritária dos portugueses e o papel e relevo da AR.
Não contemporizar com ultrapassagens aos limites de Cavaco é a mais urgente das seguranças aos acordos à esquerda, firmados no Parlamento. A pretensa estabilidade exigida começa logo aí, a estabilidade constitucional.
Não é novidade a existência de contradições e hipocrisias permanentes nos palcos do parlamentarismo e da governação na sociedade ocidental em que vivemos. É preciso apesar disso alguma cautela sobre onde colocar o centro da política.
O Crato já lá vai — e já foi tarde. Mas, agora que esse pesadelo acabou, é preciso apagar o rasto de destruição destes 4 anos de retrocesso, abrir as janelas para sair o bafio, e reconstruir a escola.
Em Portugal, mais nada será como dantes. Um Presidente quis pôr no poder pela força o partido único da agenda neoliberal europeia: ao tentar passar em força, acelerou a “rebeldia” que o voto dos portugueses tornou possível. Artigo publicado em Mediapart
A Escola de Música do Conservatório Nacional tem sido notícia na última semana e não pelas melhores razões. A falta de verbas e de condições materiais para manter o seu normal funcionamento obrigou a direção da escola.