Se tantas mulheres se sentem discriminadas pelo género e sentido das palavras, não deverá o Estado ter pelo menos algum papel simbólico exemplar, ainda que potencialmente reduzido?
O ano letivo está a acabar. Muitas famílias e jovens procuram perceber qual será a sua próxima escola. A tarefa pode ser fácil ou muito difícil, dependendo da zona do país. No fim, a escolha é uma roleta russa.
O financiamento público dos partidos é fundamental. O contrário disso é lançar a política diretamente nas mãos das classes que já têm demasiada força material e ideológica nas sociedade capitalistas.
A proposta da deputada Sandra Cunha, do Bloco, de substituir o título doCartão do Cidadão por Cartão da Cidadania provocou um frémito de discussões e de insultos que pareceria atestar da inexistência de tema mais candente.
Assistimos, mesmo com um oceano a separar-nos, a um golpe em direto. Sim, foi na América do Sul, mas não foi um golpe tradicional, com tropas na rua, como ocorreram tantos. Foi um golpe em pleno Congresso do Brasil.
O mais chocante na votação do processo de "impeachment" ou "golpe de Estado" não é tanto o comportamento histriónico dos deputados. Indigna é como se elogiam assassinos e torturadores, como se estivéssemos perante a melhor licitação de um crime num leilão de bugigangas.
O caminho da justiça e da igualdade é longo e contínuo; a nenhum momento podemos tomar por garantido o que já foi conquistado, a todo o momento temos que deslaçar novos nós que impedem a plenitude de direitos.
“Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou / São trezentos picaretas com anel de doutor”, diz a música dos Paralamas do Sucesso. Mas Lula da Silva parece ter esquecido a advertência.