Os seus nomes não constam dos “Papéis do Panamá”, mas as 50 maiores empresas norte-americanas esconderam nos paraísos fiscais mais de um bilião de euros, só entre 2008 e 2014.
É lamentável que os donos dos estabelecimentos do ensino particular procurem assustar professores e funcionários, alunos e suas famílias, instrumentalizando-os e coagindo-as a servir de “peões” na sua cruzada.
Estão criadas as condições para que se encontre o caminho para um novo mapa das freguesias, respeitando a vontade de quem lá vive e a tempo das próximas eleições autárquicas.
À direita, dois argumentos principais têm sido avançados para defender a manutenção do financiamento por dinheiro dos contribuintes dos colégios privados com contratos de associação (e com escolas públicas por perto): o “direito à escolha” e os “compromissos” assumidos.
Apesar das políticas públicas para a igualdade de género, a polémica em torno da recomendação do Bloco de Esquerda é reveladora do estado da cidadania em Portugal.
Depois do golpe parlamentar, seguirá o golpe no poder. E terá uma marca: crise. Tudo pela crise e nada contra a crise. Privatizar. Terceirizar. Externalizar. Cortar, poupar, sanear, emagrecer.
O debate público chegou aquele momento em que dificilmente se adiciona conteúdo. Talvez uma escola real ajude os mais indecisos a perceber do que se fala.
Onde ainda faltar escola pública, o Estado deve proteger as crianças, contratualizando com os privados. Onde houver escola pública, deve acabar a aberração de utilizar os nossos impostos para financiar duas vezes o mesmo serviço.