Há quem critique Mélenchon por não ter feito do seu discurso da noite eleitoral um apelo ao voto em Macron na segunda volta. Eu não estranho essa escolha e penso que Mélenchon foi corajoso e correto.
Anabela, Sofia, Maria e Liliana. É o nome das quatro mulheres que esta semana deram a cara no Parlamento pelas cuidadoras de pessoas com Alzheimer e outras demências ou patologias degenerativas.
O que não está bem são os métodos utilizados por algumas empresas, da área de estudos de opinião, métodos que roçam o arbítrio absoluto, a falta de profissionalismo e ataques muito sérios à privacidade dos eleitores/as.
O poder às vezes cega. É verdade, não nos iludamos. O momento que vivemos propicia decisões simpáticas, populistas e oportunistas. São decisões sempre contrárias à democracia, à responsabilidade e à justiça.
Foi a emergência de um candidato à esquerda que mudou a paisagem eleitoral francesa, dado que Mélenchon respondeu ao colapso do centro e da direita tradicionais.