Este é um processo triplamente benévolo: porque pode acabar com a contratação ilegal no Estado, porque pode resultar numa redução de custos para a Administração Pública e porque pode contribuir para a melhoria dos serviços públicos.
Olhemos pelo ângulo que olhemos, o sucesso de Corbyn baseia-se num discurso antielites e de justiça social que atrai os mais jovens porque não lhes atira areia para os olhos: o mercado falhou-lhes.
A incoerência das políticas, a ausência de um fio condutor estratégico, a inexistência de “serviços mínimos” nas múltiplas áreas, como saúde, economia, ambiente, agricultura, justiça, etc. é que têm levado à desertificação de territórios.
A Segurança Social demitiu-se de parte das suas funções, que entregou às IPSS, através de acordos de cooperação, que cobrem áreas diversificadas: creches, lares, apoio na pobreza ou na infância.
Foi assinado em Sintra o protocolo que, se não tiver o mesmo destino que outras promessas dos últimos 30 anos, resultará na construção de um Hospital de Proximidade em Sintra.
O novo regulamento da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS), que fixa o essencial do seu regime contributivo, constitui uma barreira mais para o acesso e até para a manutenção nestas duas profissões.
Estamos em rescaldo do incêndio, depois de 64 mortos e muitos feridos, 150 famílias desalojadas e 46 mil hectares ardidos. O drama é demasiado e não se pode fechar os olhos. Já chegou a hora da política.
Sobre o incêndio de Pedrógão já foi quase tudo dito, mas há ainda factos muito importantes a apurar sobre a resposta das autoridades, por via de um inquérito feito com rigor. E há o futuro. Aí, está tudo por fazer.