Milhares de pensionistas estrangeiros têm comprado casa em Portugal para viver entre nós. Não é justo que o façam ao abrigo de um regime que os isenta de IRS, tanto aqui como no país de origem.
O sistema eleitoral dos EUA está desenhado para maiorias conservadoras. E tem um conhecido efeito perverso: dois dos cinco Presidentes do século XXI (Bush e Trump) perderam no voto popular.
A social-democracia demitiu-se de uma tarefa fundamental no espaço da UE: evitar a cultura tecnocrática dominante e o esvaziamento da democracia. As recentes declarações de Centeno são uma triste imagem desta realidade.
Se o trabalho sexual não é trabalho, é o quê? A polémica em torno da proibição ou não do termo parece pois ser uma cortina de fumo para um outro debate.
O que os exemplos alemães mostram é a rapidez com que assistimos à normalização e naturalização da extrema-direita no espaço público europeu, e o quanto isso é preocupante.
A desumanização do tempo é uma marca do produtivismo em que vivemos. Sem nos darmos conta, estamos a entrar na cultura em que sonambulismo e exaustão são virtudes e em que desligar é um defeito.
A exuberante manchete do “Sol” na semana passada (“O mistério da casa de férias do deputado João Galamba”) é um exemplo de escola sobre o que é o jornalismo de sarjeta.
Na campanha para as eleições autárquicas de 2017, Santana Lopes assegurava, a alto e bom som, o quanto estava na moda bater no PSD. Menos de um ano depois, prefere fragmentá-lo em pedaços...