Por toda a parte, a direita vive hoje para a polarização máxima. Não é por destrambelho nem por má vontade. É porque essa é a sua resposta à crise da democracia liberal a que o mundo assiste.
É sempre possível encontrar pontos de relativização ou de fuga, coordenadas para omitir algo que tem que ser dito ou para usar e abusar de silêncios. A tal física possibilidade do copo meio cheio ou vazio.
A banalidade, como o debate dos beijinhos ou dos eucaliptos, só narcotiza, o que já é grave, sobretudo quando a tensão está noutro lado, na ecologia do insulto e da mentira.
A ideia de que quem procura ordenamento da floresta está simplesmente contra o eucalipto não resiste a um esforço mínimo para conhecer e refletir sobre a realidade.