A produção académica dedicada à relação entre memória, património e território alerta para a necessidade de se integrar a dimensão contextual na análise de memoriais, museus, monumentos ou centros interpretativos.
Até que ponto a recorrente invocação do espectro de “crise financeira” não vai servir de “laboratório” social para sustentar a “inevitabilidade” e testar a “irreversibilidade” de até onde já se foi e ainda se pode ir (mais) na desregulamentação?
Fica a alternativa belga, que merece atenção e respeito: é não haver nenhum governo durante ano e meio, não consta que o país se tenha afundado, até está em primeiro lugar no ranking da FIFA e se não é isso que importa então não sei o que conta para a história.
Para compreender o projeto em marcha no governo de Jair Bolsonaro não basta tomar em consideração o papel do cinema e da produção televisiva na construção de ideais nacionalistas. Há um segundo elemento: a religião.
Motivo de perplexidade generalizada, os tiques de totalitarismo do regime britânico apenas surpreendem todos os que não vivem o Brexit como pano de fundo do dia-a-dia. No reino do Far, Far Away, vale tudo, até Boris.
Uma cidadania informada e esclarecida não se pode basear apenas no consumismo noticioso. É necessário procurar fontes alternativas, comparar versões e narrativas, ouvir e ler diferentes opiniões, refletir.
Se a estratégia do urso de peluche resultar, os custos sociais serão profundos, em particular nos riscos de desagregação sindical. Se é isto que fica da entrevista é outro sinal de alarme.
Em Portugal, perante este plano orquestrado a palavra usada pelo Governo é compromisso. Mas o compromisso que Bolsonaro tem já está à vista. É esse o compromisso do Governo português?
Em agosto de 1999 eu tinha 15 anos acabados de fazer. Estava à porta do secundário e em processo de politização. Desse ano, tenho muitas memórias vivas. 1999 foi para mim, como para milhões de portugueses, o ano em que ocupámos as ruas por Timor.
A falta de contratação de obstetras para as maternidades de Coimbra e a “racionalização de meios” do serviço de pneumologia são rostos, em Coimbra, do que é um serviço público de importância essencial amarrado ao cumprimento de metas orçamentais impostas por Bruxelas.