Os passos atrás que o Governo anunciou agora mostram a dificuldade de responder à situação. Precisamos de um Governo que não falhe neste momento fundamental.
Em Portugal, as políticas de combate à criminalidade ainda assentam muito no reforço policial e na aplicação de medidas privativas da liberdade. Estratégias que há muito se mostram insuficientes, desadequadas e desproporcionais. Os dados do RASI espelham isso mesmo.
Se o PS se lembrar da sua doutrina anterior, banal se considerarmos os poderes constitucionais, deveria passar um responso ao Governo pelo atual jogo de intimidação.
Como reduzir o número de alunos por turma, desdobrar horários, acompanhar os alunos que ficaram para trás sem mais professores, técnicos especializados e investimento na escola pública?
A pandemia da Covid-19 tornou claríssima a importância dos serviços públicos. Entre eles, não podemos esquecer o papel da empresa pública SATA. No entanto, a transportadora aérea regional passa por dificuldades desde há vários anos.
As novas formas de comunicação, exponenciadas pela velocidade da luz a que circula a informação na Internet, não vieram para aliviar a carga de trabalho, mas sim para a intensificar, atentando, também, contra os direitos dos trabalhadores.
A empresa precisa de um empréstimo urgente de 50 milhões de euros, que os seus principais bancos financiadores - a CGD, BCP e Novo Banco - se recusam a conceder sem uma garantia que o Estado, ao que parece, também não está disposto a dar.
Na Sibéria, a 22 de Maio, estiveram 25ºC. O recorde anterior era de 12ºC. No dia 9 de Junho, também no Círculo Polar Ártico, a temperatura atingiu os 30ºC na cidade de Nizhnyaya Pesha. É uma mudança radical daquele território.
Esses eloquentes elogios ao SRS e aos seus profissionais não poderiam ser mais justos e merecidos. Não desvalorizo essas palavras. Mas as palavras, sem a âncora das ações, são levadas pelo vento. E os Açores são conhecidos pelas suas brisas permanentes e até por violentos vendavais.
A novidade trazida pela pandemia é que o Estado é chamado a meter dinheiro para salvar a empresa, mantendo-se sem poder de decisão sobre a estratégia. Trocado por miúdos, paga mas não manda. Inaceitável.