A greve dos entregadores no Brasil é um sinal novo e importante. Os trabalhadores de plataformas como a UberEats, a Glovo, a iFood ou a Rappi têm sido essenciais durante a pandemia. Também por cá, esta realidade dos 'emprecários', dos falsos independentes e das plataformas mexe.
O nosso olhar em plena pandemia muda todos os dias. O fardo carrega-se pesado perante as opções, pequenas e gigantes, tomadas por cada um de nós na adaptação aos dias que vivemos sob o jugo dum desconfinamento temerário.
Os caminhos do vírus percorrem agora as fragilidades das condições socioeconómicas mais vulneráveis. O vírus explora os problemas que o modelo económico criou.
Em Dezembro de 2019, o Grupo TAP dava trabalho directamente a mais de 14 mil trabalhadores, 9 mil na TAP SA e os restantes nas outras empresas do Grupo, fazendo assim depender mais de 35 mil pessoas directamente.
Se já em circunstâncias normais a pobreza tem, em Portugal, um caráter estrutural e persistente, na situação de crise sócio-económica resultante da pandemia, governantes, políticas públicas e sociedade no seu todo têm um desafio ainda maior.
Um pouco por todas as cidades assistiu-se à continuação de construção e sobretudo de reabilitação do edificado, aproveitando a impossibilidade de proceder a fiscalizações devido ao confinamento, quer das condições de trabalho, quer da obra em si.
A AICCOPN propõe uma “plataforma electrónica para controlar a movimentação dos trabalhadores”. E, assume tal proposta não apenas como algo de ordem conjuntural mas, presume-se que com uma perspectiva mais estrutural, como “reforço importante para o futuro".
Cada país deve dispor de um Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito, independente do mercado, articulado com segmentos da indústria farmacêutica, da produção de material médico e da investigação científica.
As últimas sondagens dão uma maioria absoluta ao PP de Feijoó, mas uma maioria de esquerda tem estado numa rota ascendente, nomeadamente o Bloque Nacionalista Galego.