Com o agudizar da atual crise económica e social, todas as anteriores problemáticas que assolavam docentes e investigadores por este país fora regressaram, e com uma emergência redobrada.
A dignificação da classe política é, mais do que nunca nos dias de hoje, um propósito fundamental para que a mesma se possa colocar a milhas de distância e, consequentemente, a salvo e protegida dos piores populismos que crescem à custa da demagogia e autoritarismos vários.
De todas as regiões do país, o Algarve surge como a mais vulnerável e se não forem tomadas medidas extraordinárias a curto e médio prazo os impactos da crise irão revelar-se avassaladores.
Será a contragosto que Joe Biden, este amigo dos ricos e da guerra, dos encarceramentos de massa, e das restrições às liberdades individuais, se desviará, mesmo de forma infinitesimal, da doxa neoliberal.
Tudo isto era conhecido e tudo isto foi desprezado na defesa clubística da decisão Portela+Montijo que não hesitou em confundir o interesse nacional com o interesse de uma empresa privada estrangeira.
O governador do Banco de Portugal sugere deixar as empresas falirem e limitar o apoio ao emprego só a alguns casos. Tudo na margem, tudo poucochinhamente.
O dia pela eliminação da violência contra as mulheres foi este ano assinalado em Viseu, através da construção de um memorial em homenagem às trinta mulheres assassinadas até ao momento em 2020 em Portugal. Porém, funcionários da autarquia removeram o mesmo esta manhã.
Todos os anos venho criticando Fernando Medina e António Costa por despejarem milhões de euros num evento de uma empresa milionária e na associação dos patrões, mas este ano o apoio à Web Summit é uma indignidade.