Cultura

O realizador de vários dos maiores sucessos do cinema português contemporâneo morreu esta quarta-feira. Era também uma homem de muitas causas, da defesa da televisão pública, ao direito a morrer com dignidade, contra a privatização da TAP, entre tantas outras.

Eu, capitão mostra o drama (e terror) de jovens refugiados que têm a Europa como miragem. A jornada é uma descida aos círculos do inferno: clima hostil, ambiente inóspito, brutalidade e corrupção – enquanto a pureza do seu coração é colocada a prova. Por José Geraldo Couto.

Apesar de ter sido tragicamente extinta pela ascensão do fascismo, a Viena Vermelha foi uma ilha de organização socialista e de poder dos trabalhadores que merece ser lembrada. Por Veronika Duma e Hanna Lichtenberger.

Num palmarés dominado pelas causas, Hong Sang-Soo venceu o Grande Prémio do Júri, com A Traveler's Needs, ao passo que o inventivo Bruno Dumont recebeu o Prémio do Júri para L'Empire. Mãos no Fogo, de Margarida Gil, ficou fora dos prémios. Por Paulo Portugal.

O manifesto de imigrantes brasileiros em apoio ao Bloco de Esquerda vai ser apresentado esta sexta-feira em Lisboa. Promete-se “um dia repleto de conversas, música, política, arte e solidariedade radical”.

De músicos como Sérgio Godinho e Jorge Palma, a escritores como José Luís Peixoto ou a encenadores e realizadores como Sara Barros Leitão, Manuel Pureza e Margarida Gil, são muitos os artistas que declaram apoio ao Bloco nestas eleições.

A Associação MUTIM lamenta “a significativa disparidade de género na composição dos jurados dos concursos de 2024”, lembrando que a “diversidade dos jurados que avaliam os seus concursos, a nível de género, idade, classe, origem geográfica e cor, deve ser uma prioridade do ICA”.

O país vai a eleições no próximo dia 10 de março, para eleger os membros da Assembleia da República para a 16.ª legislatura de Portugal, no ano em que se comemoram os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.

Eduardo Gageiro é um dos nomes fundamentais da fotografia portuguesa, com um percurso que se inicia no final dos anos 50 e que continua, tem uma obra essencial para compreender as últimas décadas de Portugal. A exposição que está na Cordoaria dá-nos a oportunidade de a conhecer. Por Nuno Pinheiro

Profissionais da Cultura voltam a juntar-se em frente à Assembleia da República para colocar as "questões da arte e da cultura no debate político”, apelando para a urgência em “construir uma política para a cultura que dê condições de trabalho aos profissionais e oportunidades de fruição por parte do público.”

Investigação, a ser apresentada por D. Américo Aguiar na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa, a partir das 18h, e depois no Porto e em Faro, dá a conhecer um conjunto de realidades presentes em Portugal e de que poucas vezes se fala, e apresenta propostas de transformação social para o futuro do país.

Mais de 40 artistas portugueses e estrangeiros fazem doação das suas obras de arte para reforçar o apoio humanitário que é urgente chegar às crianças da Faixa de Gaza e suas famílias.

O cenário de Folhas de Outono é o da depressão, da melancolia e da tristeza dos indivíduos nas sociedades hiper-capitalistas e super-industrializadas do trabalho precário e da vida solitária de homens e mulheres avulsos e sem família. Por Léa Maria Aarão Reis.

Durante a cerimónia de entrega dos mais importantes prémios cinematográficos de Espanha, os Goya, o cineasta Pedro Almodóvar respondeu com ironia ao comentário do Vox sob um forte aplauso, naquela que foi a primeira vez que os Goya contaram com a presença do partido de extrema-direita.

A Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema lançou, a 7 de fevereiro, o Portal Félix, um "ponto de acesso centralizado aos dados sobre o património cinematográfico português a cargo da Cinemateca", após vários anos de preparação e desenvolvimento.