Opinião

Álvaro Arranja

A avaliação foi a gota de água que transbordou o copo da indignação dos professores e emperrou o desenvolvimento do plano fundamental dos "Chicago Boys chilenos" de Sócrates - cortar as verbas para a educação, sejam quais forem as consequências para a escola pública.

Immanuel Wallerstein

O Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, prevê "consequências dramáticas" se, em 1 de Janeiro de 2009, não houver acordo entre os Estados Unidos e o Iraque sobre os direitos das tropas dos EUA que actuam no Iraque.

Francisco Louçã

Sócrates não se ensaia: no mesmo dia em que é votado o Orçamento, a maioria absoluta do parlamento aprova o Código do Trabalho. Esta coincidência é politicamente calculada mas é também simbólica, demonstrando que, em ano de recessão, o governo apresenta como solução a precarização da vida social e a promoção do desemprego, com o autoritarismo patronal.

Immanuel Wallerstein

Começou uma depressão. Os jornalistas ainda estão timidamente a perguntar aos economistas se podemos ou não estar a entrar numa mera recessão. Não acreditem nem por um minuto. Já estamos no início de uma completa depressão mundial, com desemprego extensivo em quase todo o lado.

Immanuel Wallerstein

Seria um erro subestimar a importância do acordo de 8 de Setembro entre Nicolas Sarkozy, da França, na função de actual presidente da União Europeia (UE) e Dmitri Medvedev, presidente da Rússia. Marca o fim definitivo do primeiro acto da nova ordem geopolítica mundial.

Ana Drago

Apesar dos percalços, sossegue-se o Partido Socialista - a máquina governamental de propaganda está bem e recomenda-se. Com a abertura do novo ano escolar - na Educação - fez prova de vida: desde meados de Agosto que cada medida foi anunciada, encenada, inaugurada pelo menos 4 vezes; nas últimas semanas Primeiro-ministro, Ministro e secretários de Estado de todos os tamanhos têm sido chamados à grande campanha de salvação da Ministra da Educação.

Luís Fazenda

Ninguém é indiferente ao facto de um negro chegar à Casa Branca, como não seria uma mulher. Possivelmente algumas liberdades respiram melhor - aguardemos pelo fim de Guantanamo. Mas, má notícia, o império continua. E a frente pela Paz não se pode distrair. Ver tudo por igual nos EUA é cegueira, seguramente. Mas achar "que é desta", só passa na emoção...

Immanuel Wallerstein

O mundo foi testemunha em Agosto de uma mini-guerra no Cáucaso, e a retórica foi apaixonada, mas em grande parte irrelevante. A geopolítica é uma gigantesca série de jogos de xadrez, no qual os dois jogadores procuram obter vantagem de posição. Neste jogos, é crucial saber as regras que regem os movimentos. Os cavalos não podem andar na diagonal.

Álvaro Arranja

Ao contrário do que nos quer fazer crer uma comunicação social que tem como agenda política, exacerbar sentimentos de insegurança ou de racismo, repetindo os cenários que garantiram a vitória de Sarkozy ou de Berlusconi, os "assaltos" que mais preocupam os portugueses são os efectuados todos os dias pela banca ao bolso dos seus clientes..

Immanuel Wallerstein

Obama baseou a sua campanha e atraiu os eleitores americanos em grande parte devido à sua posição sobre a guerra do Iraque. Opôs-se-lhe publicamente desde 2002. Chamou-lhe uma guerra "parva". Votou contra o "surge" (o reforço de tropas). Chamou a uma retirada de todas as tropas de combate em 16 meses. Recusou-se a aceitar que era errado opor-se ao "surge".

Mário Tomé

O conflito entre a Rússia e a Geórgia faz lembrar, de certa forma, os tempos da "guerra fria". Até as reacções das diferentes correntes políticas, alinhamentos político/ideológicos e linhas editoriais deram um cheirinho a um tempo que já passou. Parece que se sentem órfãos desses tempos que já não voltam. Mas esta crise vem confirmar a marcha sem freio da arbitrariedade que, sob a égide e a imposição da superpotência imperial, os EUA, parece querer apoderar-se das relações internacionais.

Vítor Franco

O conflito entre a Rússia e a Geórgia faz lembrar, de certa forma, os tempos da "guerra fria". Até as reacções das diferentes correntes políticas, alinhamentos político/ideológicos e linhas editoriais deram um cheirinho a um tempo que já passou. Parece que se sentem órfãos desses tempos que já não voltam. Mas esta crise vem confirmar a marcha sem freio da arbitrariedade que, sob a égide e a imposição da superpotência imperial, os EUA, parece querer apoderar-se das relações internacionais.