Os problemas que nos assolam já não são problemas apenas do interior ou de um grupo de ecologistas que sempre alertaram para os problemas ambientais e sociais que vivemos há décadas.
Plano e Orçamento para 2018 vêm rotulados com o lema "Novo Ciclo". Lema demasiado fantasioso porque, de facto, nada neste Plano e Orçamento condiz com esta consigna.
As propostas que apresentámos iriam ter consequências imediatas na vida de muitas pessoas com deficiência, melhorando a sua qualidade de vida. PS e PSD negaram-lhes essa melhoria de qualidade de vida inviabilizando-as.
A melhoria das condições de vida nas regiões autónomas nos últimos dois anos devem-se as medidas do OE de âmbito nacional e não às opções dos governos regionais.
A proposta de Orçamento da Região para 2018 do Governo do PS prevê a privatização de empresas públicas, independentemente de estas serem ou não estratégicas.
Ao Porto não interessa ter uma placa a dizer “Infarmed” num edifício municipal vazio. Interessa ter serviços qualificados e organismos com massa crítica e isso não se faz dispensando quem dedicou décadas a construir o mais importante naquele instituto: o seu conhecimento técnico.
Quando se afirma que o desenvolvimento tem de assentar em conhecimento e qualificação e se apresenta tamanho défice de investimento em Cultura alguma coisa não bate certo.
Dois anos volvidos sobre o início de um caminho de recuperação dos rendimentos e de direitos básicos das classes trabalhadoras, os adeptos do “já chega” agitam-se.
Ao que assistimos atualmente, no fundo, é a tentativa de criar uma névoa de insegurança sobre o futuro, para fazer regressar o debate ao campo onde a direita desejava que nunca tivesse saído, o dos cortes e da austeridade.
A estratégia para Portugal tem sido ganhar tempo para escapar do pior mas só falta o essencial: fazer o tempo. Os próximos dois anos serão perdidos se faltar essa estratégia para a segurança que o povo merece.