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“Toda a solidariedade e toda a responsabilidade política para evitar repetição de erros”

Catarina Martins, na Madeira, salientou que “estamos a viver tempos muito difíceis, com fogo um pouco por todo o país”, alertando para o próximo fim de semana com temperaturas altas. A coordenadora do Bloco sublinhou também que este é o momento da solidariedade, mas também do “compromisso político para corrigir os erros sucessivamente cometidos e que levam a estas situações”.
Catarina Martins acompanhada por Paulo Cafôfo, Funchal, 12 de agosto de 2016 – Foto de Gregório Cunha/Lusa
Catarina Martins acompanhada por Paulo Cafôfo, Funchal, 12 de agosto de 2016 – Foto de Gregório Cunha/Lusa

Catarina Martins esteve nesta sexta-feira na Madeira em solidariedade com a região duramente atingida pelos incêndios florestais. Às 14.30 teve um breafing no quartel municipal dos Bombeiros, no Funchal, depois visitou o sítio do curral dos Romeiros na freguesia do Monte e posteriormente o Alto da Pena na freguesia de Santa Luzia. A coordenadora do Bloco foi acompanhada nestas visitas pelo presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, pelo coordenador regional do Bloco, Roberto Almada, pelos deputados Paulino Ascenção e Carlos Matias e por Guida Vieira.

Amanhã, sábado 13 de agosto, Catarina Martins visitará as pessoas desalojadas que se encontram no regimento de Guarnição 3, no Funchal.

Fim de semana com temperaturas altas exige solidariedade e comportamento cívico

Em declarações para a comunicação social, a coordenadora do Bloco de Esquerda começou por salientar que “estamos a viver tempos muito difíceis, com fogo um pouco por todo o país”, apontando que “é importante que haja uma enorme solidariedade com a proteção civil, com os corpos de bombeiros, com todas as populações que estão a combater neste momento o fogo, a lutar pela floresta, pelas suas habitações”.

Alertando que o próximo fim de semana terá temperaturas altas e é um fim se semanas de festas e reencontros, Catarina Martins sublinhou que “os comportamentos que todos tivermos são essenciais”. “Estamos mesmo a viver um tempo muito complicado que exige de todos nós um comportamento cívico e uma vigilância muito grande”, realçou.

Ativar a solidariedade nacional”

“Aqui na Madeira houve um dos maiores incêndios, o Funchal foi muito afetado. Para lá da questão ambiental gravíssima, 70% do parque ecológico ardeu, tivemos aqui uma situação diferente do resto do país, que foi o fogo urbano e as dimensões que assumiu, com dezenas de famílias desalojadas, com uma cidade a precisar de recuperação e com todos os problemas que isso traz”, disse Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco referiu que “está a existir um esforço imenso solidário da população”, e sublinhou que “são precisos outros meios”. “É preciso ativar rapidamente a solidariedade nacional”, apontou a dirigente bloquista, referindo “que há uma responsabilidade também do Governo nesta ativação, para acudir já a quem está desalojado e termos já os meios para começarmos a pensar no dia seguinte e na recuperação das zonas que arderam”.

"Não se fez prevenção para não haver incêndios. Se não se trata agora da recuperação depois vamos queixar-nos das cheias no inverno", alertou.

Solidariedade e responsabilidade política

“É bom que neste momento haja toda a solidariedade e que haja toda a responsabilidade política para evitar a repetição de erros”, destacou também a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda.

Catarina Martins realçou ainda que “no momento em que o país se confronta chocado com o que está a acontecer” este “é o momento da solidariedade”, mas “é também o momento do compromisso político para corrigir os erros sucessivamente cometidos e que levam a estas situações”.

A coordenadora do Bloco de Esquerda salientou então ser “muito importante” haver “mais do que palavras” e que houvesse compromisso claro em questões como “o ordenamento do território”, “a gestão da floresta”, “a necessidade de meios públicos de proteção civil e de combate a fogos”, sublinhando que “o combate aos incêndios não pode ser um negócio”.

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