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“Não basta multar a EDP, é preciso baixar a conta da eletricidade”

Bloco defende que é preciso obrigar a EDP a devolver o dinheiro cobrado indevidamente e baixar a conta da eletricidade para famílias e empresas, retirando as consequências das conclusões da Comissão de Inquérito às rendas da energia.
“Não basta multar a EDP, é preciso baixar a conta da eletricidade”
“A EDP pagar multas por práticas que são erradas, mas não baixar a conta da luz, não nos resolve nada e o crime continua a compensar", afirma Catarina Martins. Foto de Paula Nunes.

“Não basta multar a EDP”, é preciso “pagar menos na conta da energia”, foram as comentários de Catarina Martins esta manhã em visita à Feira da Malveira, em reação à coima de 48 milhões de euros que a Autoridade da Concorrência aplicou à EDP.

A Autoridade da Concorrência afirmou ontem que, entre os anos de 2009 e 2013, a EDP Produção "manipulou a sua oferta do serviço de telerregulação ou banda de regulação secundária”, serviço que "assegura que, a todo o momento, os consumidores recebem a energia elétrica de que necessitam, equilibrando a produção das centrais e o consumo das famílias e das empresas".

“Na verdade, para a EDP o crime tem compensado. Porque paga as multas, mas recebe milhares de milhões de euros a mais na fatura de luz de toda a gente neste país”, comentou a coordenadora do Bloco de Esquerda. A cobrança de multas “por práticas que são erradas, mas não baixar a conta da luz”, faz com que o crime continue “a compensar”.

Catarina Martins defende que, para o Bloco, na próxima legislatura tem de existir “coragem para tirar consequências” do trabalho feito na Comissão de Inquérito sobre as Rendas Excessivas “e baixar a fatura da energia, fazendo a EDP dar de volta aos consumidores aquilo que andou a tirar a mais até agora”.

Recordando o desconto grande que a tarifa social de energia garantiu nas despesas de cerca de 800 mil famílias em situação de maior vulnerabilidade, o Bloco de Esquerda defende a necessidade de “baixar a fatura da energia para toda a gente neste país”.

“A fatura da eletricidade é um dos maiores problemas para as famílias” devido aos seus valores elevados, mas tem também um elevado impacto “nos custos que as empresas têm”.

Para tal, o partido defende que é preciso “retirar consequências” do trabalho feito pela Comissão de Inquérito às rendas excessivas que “identificou centenas de milhares de milhões de euros que estão a ser pagos a mais à EDP”.

Catarina Martins defende que uma medida eficaz para a recuperação de rendimentos passa por “rever todas as tarifas que estão a ser pagas a mais, obrigar a EDP a repor no sistema elétrico aquilo que andou a cobrar a mais e com isso baixar a conta da energia para toda a gente”.

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