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Ministério reconhece que medicamento de Parkinson esteve ausente das farmácias

Deputados João Semedo e Helena Pinto tinham questionado o governo sobre o desaparecimento do fármaco Pramipexol. Ministério alega agora "encerramento do local de fabrico em Espanha e a respetiva transferência para um novo local de fabrico em Portugal".

Em resposta a um questionamento feito pelos deputados João Semedo e Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, o Ministério da Saúde reconheceu que o medicamento Pramipexol, para a Doença de Parkinson esteve ausente das farmácias "durante algum tempo".

O Ministério dá como justificação para a indisponibilidade do medicamento nas farmácias o "encerramento do local de fabrico em Espanha e a respetiva transferência para um novo local de fabrico em Portugal". Face ao sucedido, "foi autorizada a comparticipação de outro medicamento genérico (Pramipexol Aurobindo), pelo que se prevê que o abastecimento no mercado nacional seja brevemente reforçado através de duas origens distintas", informa o Ministério.

Na pergunta dirigida ao Ministério, os dois deputados do Bloco descreviam a aflição dos doentes que se viram obrigados a ir ao estrangeiro para comprar o medicamento em falta ou eram forçados a alterar a medicação, substituindo o Pramipexol por um outro fármaco, o Ropinirol, que não tem a mesma substância ativa.

Recorde-se que não foi a primeira vez que medicamentos para a Doença de Parkinson desapareceram das farmácias portuguesas, tendo o mesmo acontecido com fármacos como o Azilect ou até mesmo o Sinemet, o mais usado medicamento para combater os sintomas da doença.

O Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crónica e incurável que afeta pelo menos 30 mil portugueses. Na ausência de cura, os medicamentos amenizam os sintomas, que são tremores, rigidez dos membros e lentidão nos movimentos e reações.

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