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Catarina: “Voto das mulheres vai fazer a diferença nestas eleições”

Durante um comício em Santa Maria da Feira, Catarina Martins afirmou que as mulheres, que “estiveram na linha da frente todos os dias” durante a pandemia e “nunca falharam ao país”, foram esquecidas pelo Governo.
Foto de Pedro Gomes Almeida.

O momento musical que antecedeu o comício não poderia ter sido mais apropriado: Catarina Valadas homenageou Elza Soares com “Mulher do fim do mundo”. E foi exatamente sobre mulheres que Catarina Martins falou.

“Estas mulheres, que estiveram na linha da frente todos os dias no país, a quem pedem horas impossíveis todos os dias e que cumprem horas impossíveis de trabalho todos os dias e que ainda cuidam em casa mais horas do que é suportável, nunca falharam ao país, mas o Governo esqueceu-as”, apontou.

A coordenadora do Bloco lembrou que 98% da verba destinada às cuidadoras informais “ficou na gaveta” e que “quatro em cada cinco trabalhadores precários, precárias na maioria das vezes, que perderam o trabalho durante a pandemia, ficaram sem o apoio que tinha sido prometido”. Acresce que “2.100 grávidas perderam o trabalho durante a pandemia”.

De acordo com Catarina Martins, estas mulheres merecem a estabilidade de saber que podem contar com um contrato de trabalho, um salário digno e uma pensão que chegue ao fim do mês.

“Este é o nosso mandato e nós não falharemos. É por todas elas que assumimos a criação de um serviço nacional de cuidados”, enfatizou.

O Bloco repudia o esquecimento a que estas mulheres são votadas e exige respeito por quem trabalha neste país. Catarina frisou que o seu voto “vai fazer a diferença nestas eleições”.

Apesar de Portugal ser “um país desigual”, no domingo, no momento de ir à urna, “o voto de uma mulher vale exatamente o voto de um homem”, avançou a dirigente bloquista.

“Votem pela vossa segurança, do salário, da pensão, da liberdade, de sermos donas de nós próprias e andarmos sempre de cabeça erguida”, afirmou.

Catarina Martins fez ainda referência à luta contra a violência doméstica: “Não aceitamos um país em que, para tantas mulheres, estar em casa é viver com medo porque a violência mora com elas. E dizemos que a culpa não está em nenhuma das mulheres, está sim na existência de agressão e de um regime patriarcal que a premeia”.

“Cá estamos para dizer que não, queremos liberdade e segurança”, vincou.

"País rentista de Rendeiro foi criado pelos blocos centrais informais”

Moisés Ferreira frisou que o Bloco é a “esquerda que não acredita em impossíveis” e é também “o voto para derrubar a direita”.

O cabeça-de-lista por Aveiro afirmou que o Bloco sairá destas eleições como a terceira força política e que será determinante para impor um programa político que respeite salários e pensões e responda ao país.

Por sua vez, o segundo candidato por Aveiro, Nelson Peralta, acusou a direita de ter um programa que é uma espécie de “gato escondido com o rabo de fora”, e o Partido Socialista de não querer assumir o seu posicionamento. De acordo com o candidato, “tem faltado nesta campanha falar sobre as respostas para o país”, e é isso que o Bloco está a fazer. Nelson Peralta deu o exemplo das propostas sobre o horário de trabalho de 35 horas e a reforma por inteiro aos 40 anos de descontos.

A iniciativa contou também com a intervenção de Luís Fazenda. O dirigente bloquista alertou para os perigos dos “blocos centrais informais”, com a onda de privatizações na economia, e a perda para o país de algumas das suas maiores empresas.

“O país rentista de Rendeiro, e de outros, foi criado pelos blocos centrais informais”, apontou.

Luís Fazenda afirmou que o Bloco combate a “descaracterização do regime político”. De acordo com o dirigente bloquista, o voto neste partido é um voto “na democracia, na Constituição, na participação popular, é um voto para impedir as manobras do bloco central, um voto num novo caminho, numa garantia à esquerda que deixa respirar o movimento popular, os sindicatos, o associativismo”.

 

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