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Associação Zero apresenta medidas de prevenção contra incêndios

Na sequência dos incêndios que assolam várias zonas do país, a associação Zero defende a necessidade de cumprir a legislação da defesa da floresta contra incêndios, através da criação de um cadastro predial fiável e da aposta na prevenção nas áreas rurais.
Foto Rádio Brigantia

Em comunicado, a Associação Sistema Terrestre Sustentável – Zero apresenta um conjunto de 10 prioridades para combater os fogos florestais que, nas últimas semanas, têm destruído mato e floresta, além de habitações, no continente e também no arquipélago da Madeira.

Entre as prioridades consideradas essenciais destacam-se, entre outras, a necessidade de "cumprir escrupulosamente a legislação existente sobre a defesa da floresta contra incêndios, criar um cadastro predial organizado e fiável em todos os municípios, reforçar o Programa de Sapadores Florestais e a prevenção, sobretudo nas áreas rurais com maior risco de incêndio, através de uma maior sensibilização das populações".

Vontade política

O presidente da Zero, Francisco Ferreira disse à Lusa que "na maioria dos casos existe legislação apropriada, faltando vontade política para a aplicar", tendo ainda apontado "a enorme disparidade entre os gastos com prevenção e combate, absorvendo este último 80% do total".

Perante este quadro, a Zero considera que devem ser repensadas as prioridades e consideradas medidas indiretas que, no imediato, podem não parecer relevantes para evitar fogos, mas são verdadeiramente cruciais". E dá como exemplo a criação do cadastro das propriedades rústicas.

Para a associação de defesa do ambiente é ainda fulcral expandir o Programa de Sapadores Florestais, das atuais 267 para as 500 equipas até 2020, conforme está previsto na Estratégia Nacional para as Florestas, rever o regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização, e repensar o modelo de gestão das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).

Além destes aspetos, a Zero considera ainda essencial a elaboração e posterior aplicação dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal e o estímulo à plantação de espécies autóctones, através da concessão de benefícios fiscais e da implementação de ações de sensibilização direcionadas para a população escolar e grupos de risco.

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