A vitória do candidato presidencial apoiado por todo o campo democrático, implica que este deve prosseguir a finalidade de defender o dever constitucional de todos os cidadãos, na sua dignidade, nos direitos humanos e mesmo na implementação da justiça social e de uma democracia económica.
As verdadeiras razões para o ataque de Trump e Netanyahu contra o Irão estão bem à vista de todos: são o iniciar da vingança da humilhação sofrida pelos americanos aquando da invasão da embaixada em Teerão, bem como conseguir o estrangulamento do fornecimento de petróleo à China.
Só uma posição firme e concertada por parte dos países europeus e das democracias do mundo pode travar a insana voracidade imperialista dos aliados Trump e Putin.
A solidariedade internacionalista é uma formulação que nos deve confrontar permanentemente. Não é possível a qualquer ser humano, comunidade ou país viver sem interagir com os outros. O homem é um ser social e ao interagir com os outros conseguiu o conhecimento e a sobrevivência.
Pela primeira vez, na história da nossa democracia, a esquerda perdeu para a direita a maioria do eleitorado, e essa realidade tem que ser bem analizada.
As forças democráticas devem encarar formas de se oporem ao avanço da extrema-direita, na política, na sociedade, na cultura e na economia, em conjunto, sem preconceitos, ultrapassando diferenças e sectarismos.
Esta é a realidade do governo da AD, a destruição dos serviços públicos, e a inadmissível submissão às posições da extrema-direita. Será contra este estado de coisas que teremos que construir unidade na luta com todos os que assim quiserem, pela dignidade humana e pela Paz.
A democracia, sob pena de se autodestruir não pode aceitar as fórmulas neoliberais do individualismo e do egoísmo selvagens que procuram subverter tudo o que foi conquistado pelos trabalhadores, em termos de direitos do trabalho e do Estado Social.