José Joaquim Ferreira dos Santos

José Joaquim Ferreira dos Santos

Reformado. Ativista do Bloco de Esquerda em Matosinhos. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

A vitória do candidato presidencial apoiado por todo o campo democrático, implica que este deve prosseguir a finalidade de defender o dever constitucional de todos os cidadãos, na sua dignidade, nos direitos humanos e mesmo na implementação da justiça social e de uma democracia económica.

As verdadeiras razões para o ataque de Trump e Netanyahu contra o Irão estão bem à vista de todos: são o iniciar da vingança da humilhação sofrida pelos americanos aquando da invasão da embaixada em Teerão, bem como conseguir o estrangulamento do fornecimento de petróleo à China.

Só uma posição firme e concertada por parte dos países europeus e das democracias do mundo pode travar a insana voracidade imperialista dos aliados Trump e Putin.

A solidariedade internacionalista é uma formulação que nos deve confrontar permanentemente. Não é possível a qualquer ser humano, comunidade ou país viver sem interagir com os outros. O homem é um ser social e ao interagir com os outros conseguiu o conhecimento e a sobrevivência.

Só uma resposta combativa, unitária dos trabalhadores e do povo pode travar esta cavalgada de injustiças encetada pela política deste governo.

A vida humana é o bem mais precioso de todos e a paz uma condição indispensável para a sua manutenção e fruição. Lutemos por elas!

Pela primeira vez, na história da nossa democracia, a esquerda perdeu para a direita a maioria do eleitorado, e essa realidade tem que ser bem analizada.

As forças democráticas devem encarar formas de se oporem ao avanço da extrema-direita, na política, na sociedade, na cultura e na economia, em conjunto, sem preconceitos, ultrapassando diferenças e sectarismos.

Esta é a realidade do governo da AD, a destruição dos serviços públicos, e a inadmissível submissão às posições da extrema-direita. Será contra este estado de coisas que teremos que construir unidade na luta com todos os que assim quiserem, pela dignidade humana e pela Paz.

A democracia, sob pena de se autodestruir não pode aceitar as fórmulas neoliberais do individualismo e do egoísmo selvagens que procuram subverter tudo o que foi conquistado pelos trabalhadores, em termos de direitos do trabalho e do Estado Social.