Importante trabalho etnográfico de extrema actualidade, num tempo em que impera o ódio às mulheres e a impunidade dos discursos misóginos ampliada livremente pelas redes sociais.
“Para além da questão política da luta de libertação (marroquina) com revoltas, ataques e mortes, incêndios às plantações e às casas dos colonos, também no seio da sociedade marroquina as jovens aspiram à sua libertação das amarras e dos preconceitos patriarcais”, assinala Almerinda Bento neste artigo.
Na transmissão em direto da meia-final de terça-feira, foram audíveis os gritos de “Stop the genocide”, mas a Eurovisão retirou-os no vídeo da atuação israelita que publicou no seu canal no Youtube.
O filme visceral de Stillz e o conto familiar de Diogo Allen arrebatam os prémios principais da 23.ª edição, que ultrapassou os 32 mil espectadores e terminou este domingo com a lotação esgotada. “Mulheres de Abril”, de Raquel Freire, venceu o prémio do público.
Uma sociedade que aceita barracas em expansão, enquanto há habitação vazia e lucros elevados no setor imobiliário, está a normalizar a desigualdade como destino. E quando a desigualdade se naturaliza, a cidade deixa de ser espaço de encontro e torna-se um mecanismo de exclusão.
O desejo de liberdade, o direito à terra, o tomar a palavra e exprimir a revolta de séculos, a luta de resistência e emancipação dos quilombolas são os grandes temas deste maravilhoso romance que nos narra as lutas dos povos de uma fazenda no sertão do Brasil.
Os protestos marcam a semana que antecede a abertura da 61.ª edição da Bienal de Veneza, um dos eventos artísticos mais importantes do mundo. Manifestações e uma greve denunciam a presença de Israel e da Rússia na bienal.
O prémio mais relevante da sociologia portuguesa é entregue esta sexta-feira e distingue duas obras sobre percursos de sucesso académico de jovens mulheres das classes populares e trajetórias de precariedade no mundo académico.
Mudado o país de quem agora as canta, mudada a conjuntura em que foram criadas, estas canções retornam. Renascem com o Paulo Tó e com a fusão que ele constrói, e talvez sobretudo com os inusitados ouvintes que, por causa dele, elas vão encontrar.
Cecília Honório e Rita Calvário, autoras do livro e do documentário “Mulheres, Terra, Revolução”, falaram ao Esquerda.net sobre como nasceu e se desenvolveu este projeto de investigação para dar voz a muitas mulheres que participaram na Reforma Agrária.
A apatia social na banalização e não condenação da violência doméstica, o desmembramento social e económico resultante duma guerra civil prolongada e profunda, tudo isso se vive neste romance duro.
Dez anos depois de As Cartas da Guerra, Ivo Ferreira aborda o contexto de desilusão pós-revolucionária, centrando-se no interior da luta armada das FP 25 de Abril. Um thriller político corajoso que tem de ser visto e debatido. Projecto Global chega esta semana às salas.
“Nenhum palco para o genocídio”, defende o apelo lançado por artistas e bandas como Brian Eno, Sigur Rós, Young Fathers, Peter Gabriel e apoiado em Portugal por Jorge Palma, Femme Falafel, Linda Martini ou Mayra Andrade, entre muitos outros.