O protesto contra a presença israelita no Festival da Eurovisão prosseguiu na terça-feira durante a atuação do representante de Israel na meia-final do concurso. Quando Noam Bettan subiu ao palco, ouviram-se gritos de “Stop the genocide!” (Parem o genocídio!” na transmissão em direto da estação pública austríaca ORF.
Chaos at Eurovision 2026 in Vienna — audience erupts in “Stop, stop the genocide!” chants during Israel’s Noam Bettan performance.
Security drags protester out in handcuffs as the song continues. Israel still qualifies for the final. pic.twitter.com/gKA2jkF4uR— Eye on Palestine (@EyeonPalestine) May 13, 2026
Mas se os protestos foram audíveis na emissão em direto, a Eurovisão apagou-os do seu canal do Youtube onde publica as atuações de cada país.
A segurança do evento expulsou quatro ativistas, alguns com a frase “Free Palestine” (“Palestina Livre”) escrita no corpo, alegando “comportamento disruptivo” e “razões de segurança, por estarem a incomodar os espectadores”.
Esta edição do festival da Eurovisão contou com o menor número de países participantes desde 2004, após a saída da Espanha, Irlanda, Islândia, Países Baixos e Eslovénia em protesto contra os dois pesos e duas medidas da União Europeia de Radiodifusão, que excluiu a Rússia após a invasão da Ucrânia mas mantém Israel apesar do genocídio e dos crimes contra a humanidade cometidos em Gaza.
Apesar da campanha apoiada por centenas de artistas e pelos próprios trabalhadores da RTP, a estação pública portuguesa decidiu marcar presença no evento. A maioria dos artistas finalistas do Festival da RTP comprometeu-se a não estar na final de Viena caso vencesse o concurso nacional, mas a banda escolhida como vencedora aceitou participar, acabando por ser eliminada na meia-final, o que acontece pela primeira vez desde 2019. O candidato israelita avançou para a final e é considerado favorito à vitória.