Com velas e cartazes a exigir o cessar fogo imediato, a libertação dos reféns e o fim do cerco a Gaza, dezenas de pessoas juntaram-se ao final da tarde desta quinta-feira no Cais do Sodré, em Lisboa, para a vigília convocada pela secção portuguesa da Amnistia Internacional.
Com este protesto silencioso, "vimos pedir um tempo de paz e isso começa por um cessar-fogo, que a Amnistia Internacional defende em todo o mundo, juntando-se ao secretário-geral da ONU", afirmou o diretor executivo Pedro Neto.
Para a Amnistia Internacional, "só um cessar-fogo imediato permitirá que a ajuda humanitária entre com condições e seja dada a devida assistência à população civil na Faixa de Gaza", prosseguiu o ativista, acrescentando que "só um cessar-fogo vai permitir o resgate dos reféns israelitas que continuam nas mãos do Hamas há mais de um mês, sem contactar com as suas famílias, e não sabemos em que condições estarão".
"Só um cessar-fogo permite dialogar e debater sobre as causas profundas deste conflito, que tem agora um episódio de escalada muito grande no último mês, mas que já dura há décadas", concluiu o dirigente da Amnistia Internacional.
"Palestina Vencerá!", ouviu-se na vigília em Faro
Na quarta-feira, na Rua de Santo António, no centro de Faro, a vigília foi convocada pelo CPPC e pelo MPPM, com o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP). Mas aqui o protesto foi ruidoso e não faltaram palavras de ordem como "Palestina Vencerá!" e música ao vivo com Luís Galrito e António Hilário, músicos da cidade, além da leitura de poemas palestinos por Dulce Vilhena.
Vigília desta quarta-feira em Faro. Foto de Vítor Ruivo.
Os participantes exigiram um cessar-fogo imediato que ponha fim ao massacre, alertaram para o perigo do alastramento da guerra a todo o Médio Oriente e reclamaram uma solução de fundo para a questão, que passa pela criação de um Estado palestino independente e soberano.
Vigília desta quarta-feira em Faro. Foto de Vítor Ruivo.