Vigílias em Lisboa e Faro exigiram cessar-fogo em Gaza

09 de novembro 2023 - 22:39

A Amnistia Internacional promoveu uma vigília esta quinta-feira em Lisboa. Na véspera, a concentração de solidariedade com a Palestina em Faro juntou duas centenas de pessoas.

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Vigília da Amnistia Internacional em Lisboa
Vigília da Amnistia Internacional em Lisboa. Foto Rodrigo Antunes/Lusa

Com velas e cartazes a exigir o cessar fogo imediato, a libertação dos reféns e o fim do cerco a Gaza, dezenas de pessoas juntaram-se ao final da tarde desta quinta-feira no Cais do Sodré, em Lisboa, para a vigília convocada pela secção portuguesa da Amnistia Internacional.

Com este protesto silencioso, "vimos pedir um tempo de paz e isso começa por um cessar-fogo, que a Amnistia Internacional defende em todo o mundo, juntando-se ao secretário-geral da ONU", afirmou o diretor executivo Pedro Neto.

Para a Amnistia Internacional, "só um cessar-fogo imediato permitirá que a ajuda humanitária entre com condições e seja dada a devida assistência à população civil na Faixa de Gaza", prosseguiu o ativista, acrescentando que "só um cessar-fogo vai permitir o resgate dos reféns israelitas que continuam nas mãos do Hamas há mais de um mês, sem contactar com as suas famílias, e não sabemos em que condições estarão".

"Só um cessar-fogo permite dialogar e debater sobre as causas profundas deste conflito, que tem agora um episódio de escalada muito grande no último mês, mas que já dura há décadas", concluiu o dirigente da Amnistia Internacional.

"Palestina Vencerá!", ouviu-se na vigília em Faro

Na quarta-feira, na Rua de Santo António, no centro de Faro, a vigília foi convocada pelo CPPC e pelo MPPM, com o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP). Mas aqui o protesto foi ruidoso e não faltaram palavras de ordem como "Palestina Vencerá!" e música ao vivo com Luís Galrito e António Hilário, músicos da cidade, além da leitura de poemas palestinos por Dulce Vilhena.

Vigília em Faro Vigília desta quarta-feira em Faro. Foto de Vítor Ruivo.

Os participantes exigiram um cessar-fogo imediato que ponha fim ao massacre, alertaram para o perigo do alastramento da guerra a todo o Médio Oriente e reclamaram uma solução de fundo para a questão, que passa pela criação de um Estado palestino independente e soberano.