Vigilantes da Natureza em protesto

18 de agosto 2023 - 21:30

A greve destes trabalhadores teve adesão entre os 90% e 95%. Dizem que o governo continua sem os ouvir por causa da revisão da carreira, querem condições de trabalho dignas e a contratação de mais pessoal já que as áreas protegidas deviam ter 1.500 vigilantes e só há têm uns 200.

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Os vigilantes da Natureza concentraram-se em frente ao Ministério do Ambiente. Foto de ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA.
Os vigilantes da Natureza concentraram-se em frente ao Ministério do Ambiente. Foto de ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA.

Esta sexta-feira, os vigilantes da Natureza estiveram em greve pela revisão da carreira. A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais reivindica uma taxa de adesão entre os 90% e 95%.

A greve ao nível nacional dizia respeito aos funcionários das Áreas Protegidas, da Agência Portuguesa do Ambiente e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, um total de perto de 200 trabalhadores.

Para além da paralisação, os vigilantes da Natureza fizeram uma concentração em frente ao Ministério do Ambiente. Aí, Elisabete Gonçalves, dirigente da FNSTFPS, explicou à Lusa que esta revisão da carreira está prometida “até final de 2023” mas o trabalhadores ainda não foram chamados para negociar até ao momento, apesar dos pedidos de reunião ao Ministério do Ambiente.

A dirigente sindical apresenta ainda reivindicações como a revisão da idade de aposentação, considerando “incompatível” com o trabalho que exercem esta acontecer aos 65 ou 66 anos, a melhoria de condições de trabalho, entre quais a a disponibilização de fardas ou viaturas para fazer “a vigilância em condições” e a resolução da questão dos suplementos remuneratórios como a atualização do suplemento de risco e a atribuição da jornada contínua.

Os trabalhadores pretendem ainda mais contratações. Dizem que nas áreas protegidas era suposto trabalharem 1.500 vigilantes da Natureza e só há pouco mais de 200.

Elisabete Gonçalves critica ainda o silêncio do governo e a sua falta de preocupação com “as condições de trabalho destes trabalhadores, a sua valorização e dignificação profissional”.