Cinema

“A Viagem do Cinema Português” passa no Montijo até ao fim de novembro

20 de setembro 2024 - 20:10

O ciclo de cinema de autores da “geração dos 50 anos de Abril”, todos exibidos e premiados em festivais internacionais, decorre até 22 de novembro com sessões marcadas para as noites de sexta.

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Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida
Foto: Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida

Até 22 de novembro, quase todas as sextas-feiras às 21h30 há filmes da nova geração de autores portugueses para ver no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, no Montijo. O ciclo “A Viagem do Cinema Português” é programado pelo investigador e crítico de cinema Paulo Portugal, que além dos filmes escolhidos destaca “a experiência de cinema total” que aquela sala oferece, ao estar equipada com a tecnologia mais avançada de projeção e som que oferece a “visualização mais imersiva, com maior profundidade, realismo e impacto”.

“Talvez esta seja uma viagem da geração dos 50 anos de Abril que se desdobrem filme a filme, afirmando a sua essência, diversificada e integrada pela presença do cinema português no mundo”, afirma o programador na apresentação deste ciclo, sublinhando a paridade de género na escolha e a diversidade geográfica e cultural aqui representada.

O ciclo arrancou na sexta-feira passada com “Manga d’Terra”, de Basil da Cunha e prossegue esta sexta-feira com “Grand Tour”, de Miguel Gomes, recentemente galardoado em Cannes com o prémio d Melhor Realização. No dia 27 de setembro será exibido “Viagem ao Sol”, de Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias, com testemunhos e imagens de arquivo de crianças austríacas enviadas para Portugal no pós-II Guerra Mundial.

Em outubro a programação prossegue no dia 4 com “Djon África”, de Filipa Reis e João Miller Guerra, com a história de um jovem que nasceu e cresceu na periferia de Lisboa e viaja a Cabo Verde para encontrar o pai que nunca conheceu. O documentário “Astrakan 79”, de Catarina Mourão, passa no dia 11 e dá-nos a conhecer a história de Martim, enviado pelos pais para a União Soviética aos 15 anos. Segue-se a 18 de outubro “Lobo e Cão”, de Cláudia Varejão, uma “ode encantada à comunidade queer da ilha de São Miguel”.

Em novembro a programação arranca no dia 1 com “Baan”, de Leonor Teles, filmado em Banguecoque e que estabelece “um carrossel de memórias entre duas mulheres” em torno do que representa a “casa”, que em tailandês dá nome ao título. No dia 8 é exibido “Great Yarmouth - Provisional Figures”, o filme de Marco Martins sobre a emigração portuguesa na indústria da carne no Reino Unido. O ciclo encerra dia 22 com “Nação Valente”, de Carlos Conceição, uma parábola entre a memória e um colonialismo impregnado de zombies.