Estreia esta semana o documentário vencedor de prémios em múltiplos festivais, além do prémio BAFTA, para o Melhor Documentário e a respetiva nomeação para o Óscar na mesma categoria.
Numa cerimónia que recuperou o ativismo político, o cinema turco venceu os dois prémios mais importantes da Berlinale: o Urso de Ouro e o prémio Especial do Júri.
Esta é uma 'voz' que nos confronta individualmente com o poder do cinema enquanto objeto ativista. E mesmo quando supera a sua principal limitação – ou seja, a de ser apenas um potente fragmento de uma tragédia que nos olha nos olhos.
O muito aguardado documentário de Raoul Peck, em estreia esta semana, é como um prenúncio distópico do mundo em que vivemos. Por isso mesmo é tão valioso conhecer este complexo historial ensaísta sobre o ímpeto totalitário de tantos candidatos a ditadores.
Provocador, politicamente engajado, satírico e cinéfilo, o cinema de Radu Jude oferece-nos, a cada novo filme, um olhar incisivo sobre o neocapitalismo contemporâneo, as suas inconsistências e idiossincrasias.
Neste seu último filme, Cristian Petzold parece despojar o seu cinema ao máximo, deixando-nos (quase) apenas o que podemos chamar de um esboço, um rascunho de filme. Em todo o caso, com tudo lá dentro.