Paulo Portugal

Paulo Portugal

Jornalista de cultura e cinema, autor do site insider.pt

Estreia auspiciosa de Mário Patrocínio nas longas de ficção. Um registo potente que filma aquilo que não se vê.

Estreia esta semana o documentário vencedor de prémios em múltiplos festivais, além do prémio BAFTA, para o Melhor Documentário e a respetiva nomeação para o Óscar na mesma categoria.

Numa cerimónia que recuperou o ativismo político, o cinema turco venceu os dois prémios mais importantes da Berlinale: o Urso de Ouro e o prémio Especial do Júri.

Como as propostas promissoras de Karïm Ainouz e Kornél Mundruczó se revelam, afinal de contas, meramente discretas.

Aguilar comete a ousadia de aproximar-se de uma grande verdade de cinema.

A afegã Shahrbanoo Sadat provoca humor e sexualidade na transição entre uma sociedade patriarcal e o inferno dos talibãs.

Esta é uma 'voz' que nos confronta individualmente com o poder do cinema enquanto objeto ativista. E mesmo quando supera a sua principal limitação – ou seja, a de ser apenas um potente fragmento de uma tragédia que nos olha nos olhos.

O muito aguardado documentário de Raoul Peck, em estreia esta semana, é como um prenúncio distópico do mundo em que vivemos. Por isso mesmo é tão valioso conhecer este complexo historial ensaísta sobre o ímpeto totalitário de tantos candidatos a ditadores.

Provocador, politicamente engajado, satírico e cinéfilo, o cinema de Radu Jude oferece-nos, a cada novo filme, um olhar incisivo sobre o neocapitalismo contemporâneo, as suas inconsistências e idiossincrasias.

Neste seu último filme, Cristian Petzold parece despojar o seu cinema ao máximo, deixando-nos (quase) apenas o que podemos chamar de um esboço, um rascunho de filme. Em todo o caso, com tudo lá dentro.