O muito aguardado documentário de Raoul Peck, em estreia esta semana, é como um prenúncio distópico do mundo em que vivemos. Por isso mesmo é tão valioso conhecer este complexo historial ensaísta sobre o ímpeto totalitário de tantos candidatos a ditadores.
Provocador, politicamente engajado, satírico e cinéfilo, o cinema de Radu Jude oferece-nos, a cada novo filme, um olhar incisivo sobre o neocapitalismo contemporâneo, as suas inconsistências e idiossincrasias.
Neste seu último filme, Cristian Petzold parece despojar o seu cinema ao máximo, deixando-nos (quase) apenas o que podemos chamar de um esboço, um rascunho de filme. Em todo o caso, com tudo lá dentro.
Nouvelle Vague é um filme de amor. Amor a uma época, a um grupo de jovens que ousou reinventar o cinema, e a uma linguagem que ainda hoje continua a inspirar.
É num permanente questionar, entre diálogos abertos, em ritmo pausado, que Hartley nos interessa pelos destinos das personagens, ligadas por opiniões sobre espiritualidade, política, religião, e, claro, a condição humana e o sentido da vida.
Nuremberg legitima-se como um dos filmes do ano. Seja desde logo pelo rigor dos diálogos, pela bela leitura de um cinema sereno que nunca resvala para o lugar comum tão frequente em filmes com esta dimensão.
Agente Secreto assume-se como um thriller poderosíssimo, paredes-meias com uma vénia ao cinema de género e à sua memória. Sim, um dos grandes filmes do ano.
A partir de alguns registos de formas de colonização distintas, o diretor do festival Giornate del Cinema Muto lançou uma ponte entre o tempo destrutivo em que vivemos e o redesenho possível desses locais.
Nesta entrevista, o diretor do Pordenone Silent Film Festival/Giornate del Cinema Muto fala da edição deste ano, marcada por temas de antimilitarismo, da relação dos jovens com o cinema e do poder das orquestrações ao vivo.
Por mérito próprio, o rigoroso e pertinente “Nuremberg”, de James Vanderbilt, candidata-se aos mais altos prémios do festival de San Sebastián e fica na calha para os Óscares. E não só pelas tremendas prestações de Rami Malek, Russell Crowe e Michael Shannon.