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Venezuela: ONU oferece mediação ao governo e à oposição

ONU considera que não lhe compete reconhecer Guaidó como chefe de Estado. António Guterres esclareceu que se mantém a oferta de mediação ao governo e à oposição para encontrar uma solução política. Marisa Matias frisou que o Bloco “não está com Trump e Bolsonaro. Está com Guterres e as Nações Unidas”.
António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Foto de UNclimatechange, Flickr.
António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Foto de UNclimatechange, Flickr.

Embora tenha estado em contato com diferentes governos, "o secretariado da ONU decidiu não fazer parte de nenhum desses grupos a fim de manter a credibilidade da nossa oferta de bons ofícios a ambos os lados para estarmos em condições, a pedido deles, de ajudar a encontrar uma solução política", afirmou António Guterres, esta segunda-feira, em declarações à imprensa.

A Organização das Nações Unidas tem mantido esta posição desde o início da crise, afirmando que não lhe compete reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Entretanto, a ONU mantém a colaboração com o executivo de Nicolás Maduro nos programas humanitários e de desenvolvimento para assegurar o apoio à população venezuelana.

“Não estamos com Trump e Bolsonaro. Estamos com Guterres e as Nações Unidas”

"O Bloco de Esquerda não apoia nem nunca apoiou Nicolás Maduro [Presidente da Venezuela], mas isso não significa que um desastre possa ser corrigido com uma asneira", vincou Marisa Matias, no jantar do primeiro dia das jornadas parlamentares do Bloco, em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.

Aquilo que foi o "comportamento absolutamente irresponsável do Parlamento Europeu e agora do Governo português é poder precisamente converter o que é uma situação desastrosa numa asneira com uma possibilidade enorme de conflito e de guerra civil", avançou.

"Nós, no Bloco de Esquerda, não estamos ao lado de Trump [Presidente norte-americano] nem de Bolsonaro [Presidente do Brasil] em relação à Venezuela. No Bloco de Esquerda estamos ao lado de Guterres [secretário-geral da ONU] e das Nações Unidas", acrescentou.

Marisa Matias denunciou “os oportunismos de última hora": "Os oportunismos de PSD e do CDS que estendiam passadeiras vermelhas ao ex-ministro e agora Presidente Nicolás Maduro, porque punham os negócios à frente dos direitos humanos e que agora vêm fingir que defendem os direitos humanos para depois tratar dos negócios".

A cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias de maio não aceita "lições de moral de Paulo Portas que, em 2014, saudava o Presidente Nicolás Maduro pela atitude sempre amiga com que o Governo da Venezuela encarou as relações com Portugal".

"Amigos em 2014, inimigos em 2019. Nós tivemos uma leitura sempre coerente, não são eles que nos vão dar lições de moral", rematou.

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