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“Bloco não acompanha nem Maduro nem Guaidó”

Catarina Martins defende uma mediação internacional para eleições livres e lembra que o Bloco de Esquerda alertou para a “deriva autoritária” de Maduro, quando “altos representantes de PSD, CDS e PS” o visitavam.
Catarina Martins defendeu "uma mediação internacional para eleições livres, para eleições que permitam uma solução escolhida pelo povo venezuelano" - Foto Paula Nunes
Catarina Martins defendeu "uma mediação internacional para eleições livres, para eleições que permitam uma solução escolhida pelo povo venezuelano" - Foto Paula Nunes

Questionada pelos jornalistas sobre o reconhecimento pelo Governo português de Juan Guaidó “como presidente encarregado de convocar eleições livres e justas na Venezuela”, Catarina Martins afirmou: "A atitude da União Europeia em reconhecer Guaidó como Presidente pode resultar num banho de sangue. O Bloco de Esquerda não acompanha nem Nicolas Maduro nem Guaidó".

A coordenadora bloquista defendeu "uma mediação internacional para eleições livres, para eleições que permitam uma solução escolhida pelo povo venezuelano", segundo a Lusa.

Catarina Martins lembrou que "muito antes de qualquer outro partido em Portugal e quando Nicolás Maduro era recebido e recebia visitas dos mais altos representantes de PSD, CDS e PS já o Bloco de Esquerda alertava para a deriva autoritária de Nicolás Maduro e para os muitos problemas da Venezuela".

Como "estavam a fazer negócio, resolveram fechar os olhos", criticou Catarina Martins, apontando que "agora, em nome do negócio também, há uma ingerência externa para ver quem é que vai ficar com o petróleo da Venezuela".

Catarina Martins fez estas declarações durante uma visita à Feira de Espinho, integrada nas jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda, que decorrem no distrito de Aveiro.

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