“Nos vários plenários realizados pelos trabalhadores foi decidido manter a greve, que se inicia às 0h do dia 11 e se mantém até às 8h do dia 12”, confirmou à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE/CSRA). Navalha Garcia diz que “até ao momento, não houve indicação por parte da administração de que os nossos problemas irão ser resolvidos”.
O mesmo não aconteceu para os trabalhadores do Município de Lisboa, cujo sindicato (STML) decidiu suspender o pré-aviso após obter garantias do presidente da Câmara de que a passagem para as freguesias das competências sobre limpeza urbana, no quadro da reforma administrativa da capital, não será feita antes do início do ano. António Costa terá também prometido que essas mudanças não trarão a privatização dos serviços de limpeza nem são uma desculpa para empurrar os trabalhadores para o regime de mobilidade especial.
No caso da Valorsul, os motivos da greve passam pela exigência do cumprimento do Acordo de Empresa no que diz respeito a direitos consagrados e às tabelas remuneratórias do trabalho suplementar, bem como a resposta aos cortes salariais e ao congelamento das carreiras, mais uma vez em desrespeito pelo que foi acordado livremente entre empresa e sindicatos.
O SITE/CSRA contesta ainda os planos para a privatização da Valorsul, a empresa responsável pelo tratamento de resíduos sólidos de 19 municípios da região de Lisboa e do Oeste: Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.