Chamava-se Casa Piocheur mas era conhecida como Casa, o nome que ostentava nas lojas. No passado dia 12 de setembro ficou-se a saber que a empresa que se dedicava à venda de artigos de decoração e para o lar fecharia de vez, depois de uma decisão do Tribunal Judicial de Sintra no dia seguinte a uma assembleia de credores.
Em 2024, a empresa tinha 98 trabalhadores e 13 lojas entretanto já encerradas. 62 de entre eles fazem parte dos credores que, ao todo, serão 110 e reclamam cerca de 2,6 milhões de euros. Incluem ainda o Centro Comercial Colombo, o Alegro Montijo, a Ingka Centres Portugal (a que pertencem o Mar Shopping Algarve e o de Matosinhos), o Banco Comercial Português, o Banco Millennium, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, o Instituto de Segurança Social, a Autoridade Tributária e empresas de serviços de limpeza ou de aluguer de viaturas. As suas lojas o respetivo stock estão agora em leilão.
Depois de 40 anos de atividade, a falência da casa-mãe, a Casa International, na Bélgica a 5 de março tinha ditado este desfecho. Esta tinha tido, em 2024, um prejuízo de 50,8 milhões de euros. As sucursais de França e Luxemburgo fecharam em seguida.
Em Portugal, de acordo com o Jornal de Negócios, a Casa tinha tido prejuízos líquidos de 1,66 milhões de euros em 2024 e uma quebra de vendas de nove milhões relativamente ao ano anterior.