Trabalhadores manifestam-se contra assédio de empresa de transportes

05 de janeiro 2024 - 10:10

Há sete meses que o grupo CAT não atribui qualquer função a um motorista de transportes internacionais por causa da sua atividade sindical e por não lhe querer atribuir os créditos de tempo a que tem direito.

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Entrada das instalações do grupo CAT em Águas de Moura.
Entrada das instalações do grupo CAT em Águas de Moura. Foto do Google Maps.

Na manhã desta quinta-feira, perto de 40 trabalhadores concentraram-se em frente às instalações do grupo CAT, em Águas de Moura, concelho de Palmela, tendo bloqueado a entrada da empresa. Quiseram com esta ação denunciar um caso de “assédio moral” que visa um trabalhador que é também dirigente sindical.

À Lusa, Manuel Castelão, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, explicou que há “um motorista de transportes internacionais que está há sete meses sem qualquer tarefa atribuída porque a empresa considera que a atividade sindical é incompatível com a atividade profissional”.

Segundo ele, “a empresa até reconhece que o trabalhador em causa é um bom motorista e com muitos anos de experiência, mas não aceita que ele beneficie do crédito de tempo que a lei prevê para a atividade sindical, alegando que depois não consegue organizar o trabalho”. Isto apesar de haver outros dirigentes sindicais que são motoristas e que não têm este tipo de problemas nas suas empresas.

O sindicalista acrescentou ainda que “durante o protesto fizemos a entrega de um documento ao responsável da empresa, abordámos a questão, pedimos bom senso para que a situação seja resolvida rapidamente”. Se tal não acontecer, anuncia, “vamos apresentar uma queixa contra a empresa e contra o administrador. Mas, o nosso objetivo é resolver a situação e não radicalizar posições”.