Trabalhadores do setor do papel marcam semana de luta por aumentos salariais

11 de junho 2020 - 17:21

A Fiequimetal acusa a associação patronal de se desculpar com a pandemia para recuar na proposta de aumentos salariais feita em março. Os sindicalistas dizem que esta indústria não parou e, em alguns segmentos, até aumentou vendas.

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Fábrica de papel. Fonte Fiequimetal.
Fábrica de papel. Fonte Fiequimetal.

Em comunicado publicado esta quarta-feira, a Fiequimetal, Federação dos Sindicatos das Indústrias Metalúrgicas, Elétricas, Químicas e Metalomecânicas, acusa a Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão de ter recuado na proposta enviada em março para os sindicato de aumentar os salários em 35 euros este ano.

Para os dirigentes sindicais, a pandemia está a ser usada como desculpa “inaceitável” para não aumentar salários. Afirmam que as empresas do setor não interromperam a sua “atividade em momento algum, tendo inclusivamente muitas delas aumentado a procura dos seus produtos como é o caso das que produzem papel Tissue”.

Para além disso, ANIPC recusa-se a negociar qualquer atualização para este ano, referindo apenas a possibilidade de negociar uma atualização em 2021.

Assim, consideram que “não resta alternativa que não seja a luta nos locais de trabalho, pelo aumento dos salários, mas também pelos direitos e por condições de saúde e segurança no trabalho”. Desta forma, convocaram uma “semana nacional de luta” para os dias 22 a 26 de junho.

Isto para além de terem solicitado a intervenção da Direcção-Geral de Emprego e Relações do Trabalho.

No comunicado, a Fiequimetal argumenta ainda que não podem ser “os trabalhadores, mais uma vez, os principais prejudicados” e que “é necessário valorizar os salários, para não enfraquecer mais o já deficiente poder de compra dos trabalhadores”. Esta valorização “contribui para a recuperação da economia”.