A greve nacional convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), que teve início às 00h e termina às 24h do dia de hoje, acontece pelo facto de não terem recebido resposta dos representantes das Misericórdias sobre a “proposta de actualização salarial para 2024 de 150€ ou 15% para todos os trabalhadores”.
Segundo comunicado da FNSTFPS, a 20 de fevereiro, a mesma “apresentou para o ano de 2023 uma proposta de actualização salarial de 100 euros para todos os trabalhadores, mas a mesma não obteve resposta por parte dos responsáveis da Misericórdia pelo que iniciamos o processo de conciliação na DGERT”.
Para além da melhoria das condições de trabalho, a FNSTFPS exige ainda a integração na esfera do Estado, lembrando que as Misericórdias têm recebido apoios financeiros do Estado para desempenhar aquilo que o próprio Estado deveria assumir. A federação sublinha ainda que estes "trabalhadores exercem funções sociais, pelo que o Estado não pode continuar numa atitude passiva, a protelar a resolução de um problema da sua responsabilidade.”
“Para 2024 os acordos de cooperação tiveram um reforço de 123 milhões de euros, mas mesmo assim, as Misericórdias apresentaram uma proposta para negociação com valores de actualização salarial de 2€ e de 5€ para a diferenciação pela antiguidade, num completo desrespeito pelos trabalhadores e pela dignidade da pessoa humana”, refere a federação em comunicado.
A federação refere que estão assegurados os serviços mínimos desta paralisação, garantindo que "irá continuar no processo negocial para actualização dos salários”, não desistindo da luta por melhores condições de trabalho destes trabalhadores.