“A CNIS acordou a revisão do CCT nas costas da Comissão Negociadora Sindical mais representativa dos trabalhadores das IPSS – e assinou-a precisamente com os sindicatos menos representativos dos trabalhadores”, acusa o comunicado subscrito pelo CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS, que anunciam uma greve geral no setor a 26 de março com vigília e concentração durante todo o dia à porta da sede da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), no Porto.
Lutas
Sindicatos acusam Governo e CNIS de “adiarem as vidas dos trabalhadores das IPSS”
Esta Comissão Negociadora Sindical engloba dezenas de sindicatos e federações sindicais e representa a larga maioria dos trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Ao fim de duas reuniões com a CNIS em dezembro e janeiro, onde consideraram ter havido progressos negociais, e quando se preparavam para negociar as tabelas salariais, “soubemos que a CNIS negociou um CCT com a FNE/UGT nas nossas costas, à semelhança do que tem feito em anos anteriores”, afirma o comunicado conjunto.
Mesmo assim sentaram-se à mesa para prosseguir as negociações a 23 de fevereiro, ”mas a CNIS apenas nos apresentou uma proposta igual ao acordo assinado com a FNE/UGT, não demonstrando qualquer abertura para negociar”.
Desta forma, a Comissão Negociadora Sindical considera que a “atitude inaceitável da CNIS demonstra uma total falta de seriedade, que não podemos deixar passar em branco” e que terá resposta com uma greve nacional do setor.