IPSS

Centenas de trabalhadores das IPSS concentraram-se junto à sede da confederação em protesto por terem sido deixados de fora os sindicatos mais representativos na negociação do contrato coletivo.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade recusou prosseguir negociações de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho com os sindicatos mais representativos dos trabalhadores das IPSS.

Num comunicado conjunto, sete organizações sindicais reclamam o cumprimento dos compromissos assumidos com os trabalhadores do setor social para o aumento de salários.

Centenas de trabalhadores das IPSS juntaram-se em frente à CNIS para desbloquear negociações. CNIS compromete-se a apresentar valores salariais a 15 de fevereiro.

Sindicatos exigem que a negociação do contrato coletivo de trabalho seja feita com urgência e reivindicam melhoria nas condições de trabalho.

Subfinanciamento de unidades de resposta a cuidados continuados põe em causa a qualidade da prestação de cuidados e as condições dos trabalhadores. Nas unidades de longa duração, prejuízo chega a ultrapassar os €300 mensais por utente.

Sindicato acusa União das Misericórdias Portuguesas e Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade de desrespeitar trabalhadores e lamenta que Instituições e Estado continuem a tratá-los como “agentes à força da caridadezinha, com remunerações de miséria”.

Centenas de trabalhadores das IPSS saíram esta quarta-feira às ruas no Porto para exigir salários dignos e condições para exercer as suas profissões. José Soeiro esteve presente em solidariedade e diz que o grito das trabalhadoras tem de chegar a patrões e Governo “e continuar a soar até que as coisas mudem”.