A greve dos trabalhadores das IPSS desta quinta-feira culminou com uma concentração no Porto, à porta da sede da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). Centenas de trabalhadores contestaram o acordo a que a CNIS chegou com sindicatos menos representativos, afastando a Comissão Negociadora Sindical que representa o CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS.
“Quando os trabalhadores não são ouvidos, só nos resta uma opção, a greve nacional dos trabalhadores do setor”, afirmou o secretário-geral da CGTP na concentração. Tiago Oliveira lembrou que os trabalhadores do setor social “são trabalhadores com horários de trabalho completamente desregulados, são trabalhadores que dedicam muito da sua vida a uma causa que é uma causa de todos, uma causa comum, são trabalhadores que constantemente são vistos pela sociedade com o maior carinho possível, são aqueles trabalhadores que tratam dos nossos, e depois são muito maltratados, são constantemente maltratados”,
“A CNIS diz todos os anos que não tem capacidade para aumentar salários porque os protocolos com o Estado estão sempre atrasados, foi esse o pretexto em 2025. Este ano, já avançam com aumentos salariais, não havendo protocolos assinados. Quero dizer isto: afinal havia dinheiro para ir mais longe no ano passado (2025) e a CNIS não foi mais longe porque não quis”, criticou o líder da CGTP.
Este protesto voltou a exigir ao CNIS que se sente à mesa e “negoceie seriamente com os sindicatos com mais trabalhadores sindicalizados, em vez de se limitar a fazer acordos para aumentos de migalhas com os sindicatos da UGT”.