Segundo o sindicato dos trabalhadores do comércio, escritórios e serviços de Portugal (CESP), após a greve que realizaram em junho passado os trabalhadores da logística do Continente realizaram dois plenários muito participados onde decidiram, face à falta de resposta da empresas, manter a greve já convocada para os dias 28, 29, 30 e 31 de julho e 1 de agosto, de duas horas em cada turno.
Em junho passado, Jorge Pinto do CESP disse à Lusa (ler notícia no esquerda.net): “Se não houver resultados [com esta paralisação] vamos repetir a greve no final dos meses de julho e de agosto”. O dirigente sindical salientava que os funcionários da Logística “têm um trabalho altamente penoso e difícil e não têm uma atualização salarial há cinco anos”, e no final do mês recebem um montante “muito encostado ao salário mínimo nacional”.
Em conferência de imprensa realizada nesta sexta-feira, 24 de julho, Jorge Pinto declarou, segundo a Lusa: "Estamos preparados para fazer o necessário para que a Sonae venha às negociações". O dirigente sindical afirmou que os trabalhadores admitem "radicalizar ainda mais a luta", eventualmente alargando o período de greve para 15 dias, durante a última semana de agosto e a primeira de setembro, se a empresa não aceitar dialogar.