O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) convocou uma greve para o próximo dia 1 de março. Nas negociações com a administração, em que o sindicato propõe aumentos de 5,9% com um mínimo de 110 euros, a administração contrapôs um aumento de 3,25%, o que o STEC considera "inadmissível".
Em comunicado citado pela agência Lusa, o STEC diz que a administração do banco público "persiste" em propostas de aumentos "salariais irrisórios e absurdos" que traduzem uma "manifesta a desvalorização do fator trabalho" perante os "lucros recorde que a CGD se prepara para apresentar". Por isso, o STEC avança agora para a greve e convoca uma concentração para o mesmo dia em frente à sede do banco em Lisboa.
No decorrer das negociações, o sindicato baixou a exigência inicial de 7% para 5,9%, enquanto a administração começou por propor 3%, não indo além dos 3,25%, em média, na nova proposta que o sindicato classificou de "uma espécie de provocação".
A Caixa Geral de Depósitos apresentou as suas contas dos primeiros nove meses de 2023, com lucros de 987 milhões de euros. Em comunicado, reagiu ao anúncio da greve com estranheza pelo facto de os outros bancos estarem a negociar aumentos inferiores aos que propõe nesta negociação. E diz que esta greve, por se realizar durante o período eleitoral, "corre o risco de confundir processos negociais com posições políticas".