CGD

Entre 2013 e 2016, os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos foram considerados funcionários públicos para cortar direitos e rendimentos e tiveram o tempo de carreira congelado durante quatro anos. Agora continuam a ver recusada a recuperação desse tempo de serviço com o argumento de que não são funcionários públicos, denuncia o STEC.

Lucro amealhado pela Caixa Geral de Depósitos em 2023 cresceu 53% face ao ano anterior. Banco vai entregar ao Estado, seu único acionista, 525 milhões de euros em dividendos.

Trabalhadores exigem aumentos salariais que reponham o poder de compra e não aceitam a proposta da administração.

O STEC considera "inadmissível" a proposta de aumentos salariais de 3,25% numa altura em que o banco público apresenta lucros recorde.

Mariana Mortágua afirmou que, a par dos flagrantes atropelos aos direitos laborais dos trabalhadores, a Caixa Geral de Depósitos tem seguido uma política centrada apenas no lucro que está a degradar os serviços prestados pelo banco público.

A Comissão de Trabalhadores indica um “clima de medo” e uma “obsessão cega pelos objetivos, reduções diversas impostas constantemente e falta de condições materiais e humanas nos locais de trabalho” que são “fatores conducentes a ignorar a dignidade do trabalhador e conduzir a comportamentos de assédio”.

Os lucros da Caixa estão em níveis recorde ao mesmo tempo que a carga de trabalho cresce, fecham agências e saem trabalhadores. O “emagrecimento cego da estrutura em geral” é “alarmante”, diz a Comissão de Trabalhadores.