Banca

Trabalhadores da Caixa denunciam discriminação na recuperação de carreiras

28 de junho 2024 - 14:21

Entre 2013 e 2016, os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos foram considerados funcionários públicos para cortar direitos e rendimentos e tiveram o tempo de carreira congelado durante quatro anos. Agora continuam a ver recusada a recuperação desse tempo de serviço com o argumento de que não são funcionários públicos, denuncia o STEC.

PARTILHAR
Sede da Caixa Geral de Depósitos
Sede da Caixa Geral de Depósitos. Foto de Paulete Matos

O Sindicato de Trabalhadores das Empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC) anunciou esta sexta-feira ter recolhido as 2.500 assinaturas necessárias para levar ao Parlamento a petição pública “Por uma Caixa Geral de Depósitos ao serviço do País que valorize os seus Trabalhadores”. O STEC vai agora pedir audiências aos grupos parlamentares para denunciar “a perda de poder de compra que tem fustigado trabalhadores e reformados da CGD, a contínua degradação das condições de trabalho que contribuem para o deteriorar do serviço prestado ao cliente e enfraquecimento da imagem e da missão da Caixa Geral de Depósitos enquanto Banco 100% Público a que se tem assistido nos últimos anos”.

Entre as reivindicações, destacam uma pela sua injustiça: a do direito à contabilização dos quatro anos de carreira congelados entre 2013 e 2016. Ao contrário de outras classes profissionais, como a dos professores, que acordaram com o Governo a recuperação do tempo de serviço congelado, os trabalhadores da Caixa não viram reconhecido esse direito.

“Os trabalhadores da CGD não aceitam este tratamento imoral e discriminatório: foram equiparados aos funcionários públicos quando se tratou de cortar direitos e rendimentos entre 2013 e 2016, pois agora quando se trata de recuperar esses direitos, já são considerados trabalhadores afetos ao setor privado, além de que a restante banca não sofreu esse congelamento”, lembra o STEC no comunicado.

Outro dos exemplos dados da discriminação em relação a outras instituições públicas é o da recusa no ano passado por parte da administração da CGD a cumprir a recomendação do Governo para as Empresas do Setor Empresarial do Estado efetuarem uma atualização salarial intercalar de 1%, face aumento da inflação à data verificada.

Com a entrega desta petição, o STEC espera que desta vez o poder político “finalmente permita que se faça justiça, solucionando definitivamente esta justa e legitima reivindicação dos trabalhadores da CGD”, conclui.