É a segunda vez que acontece uma greve nas Tintas Barbot. Os trabalhadores da empresa de Vila Nova de Gaia tinham paralisado em maio todas as quartas-feiras durante uma hora, concentrando-se nesse período em frente à empresa. A primeira greve de sempre na empresa também abrangeu o trabalho suplementar e fez com que a administração marcasse uma reunião com o sindicato.
De acordo com a Fiequimetal, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas da CGTP, nesta reunião não houve “nenhuma proposta concreta”. Por isso, os trabalhadores voltam agora a fazer greve. O primeiro dos dias de greve ocorre já esta terça-feira, estando marcados mais dois a 22 e 28 deste mês.
As greves voltam a ser parciais, desta feita de duas horas por dia, entre as 10 e as 12 horas. Simultaneamente decorre igualmente uma greve ao trabalho suplementar entre a meia-noite do dia 19 e e meia-noite do dia 30 de junho.
Dado que continua “um enorme descontentamento” na empresa, os trabalhadores esperam que se repita a “muito forte adesão” da outra vez que levou à paralisação da produção. Do pré-aviso de greve apresentado pelo SITE Norte, constam reivindicações como um aumentos salariais “dignos e justos” e a negociação efetiva do Caderno Reivindicativo. Pretende-se um aumento salarial mínimo de 55 euros, igualar os valores do subsídio de alimentação de todos os trabalhadores com efeitos imediatos e atribuir o dia de aniversário ao trabalhador.