Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram deportados por Israel este domingo. A notícia da libertação tinha sido avançada no sábado pelos advogados da organização Adalah e foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros nas redes sociais..
“Celebramos esta notícia como uma vitória e como um lembrete de que a mobilização internacional e a pressão contínua exercida a nível mundial têm impacto”, afirmou a Global Sumud Flotilla.
Entrevista
“Se ficamos ultrajados com o que nos fizeram a nós, temos que parar o mundo pelo que fazem aos palestinos”
À chegada a Atenas, Saif agradeceu à equipa de apoio legal Adalah e a todas as pessoas que se mobilizaram pela sua libertação em todo o mundo. Lembrou que os abusos a que foi sujeito não se comparam aos que milhares de presos políticos palestinianos continuam a sofrer nas prisões israelitas e apelou à mobilização por uma Palestina livre.
Na conta de Thiago Ávila nas redes sociais, foi publicado o anúncio de que o ativista deveria chegar ao Cairo na tarde de domingo. Brasil, Espanha e a ONU tinham exigido a libertação imediata dos dois ativistas e o movimento de solidariedade com a Palestina mobilizou-se em muitos países com a mesma exigência.
Na sexta-feira, cerca de três dezenas de embarcações da flotilha humanitária partiram da ilha grega de Creta rumo a Marmaris, na Turquia, onde este domingo e segunda-feira tem lugar um encontro para decidir os planos para o que resta da missão.
“Apesar do sequestro ilegal dos nossos camaradas, da guerra psicológica da ocupação e da presença ameaçadora da vigilância e agressão militares, a flotilha permanece intacta e o objetivo continua o mesmo: estar ao lado do povo palestiniano na sua luta pela liberdade e pelos direitos fundamentais”, diz a coordenação da flotilha em comunicado, agradecendo à equipa de mecânicos e engenheiros do Artic Sunrise, o navio da Greenpeace, pelo apoio que deram nas últimas semanas na reparação das embarcações antes e depois do ataque dos militares israelitas em águas internacionais. O navio da Greenpeace deixa agora as águas do Mediterrâneo para seguir para outra missão daquela ONG, mas a flotilha continua a contar com o apoio da Open Arms, organização com grande experiência de navegação e resgate naquelas águas.