A associação liderada pelo realizador António Pedro Vasconcelos expôs em Bruxelas "vasta documentação” a provar que a venda da TAP foi feita a um comprador não-europeu, já que as regras do consórcio fazem do empresário português Humberto Pedrosa, que detém 50.1% do consórcio, um parceiro minoritário quando chega a hora de decidir e distribuir lucros. "De facto, o controlo da empresa é inequivocamente de David Neeleman. É irrelevante a estrutura de capital, pois o acordo do minoritário é necessário em todas as matérias relevantes”, defende a associação, que acusa esta estrutura de estar “montada para tentar iludir a opinião pública e os reguladores”.
À saída do encontro, António Pedro Vasconcelos afirmou à agência Lusa que a reunião “correu bastante bem” e que “houve interesse, curiosidade, perguntas pertinentes, atenção às respostas, e uma clara definição daquilo que eram as competências e limites desta direção-geral”.
A associação pediu também uma audiência à Direção-Geral dos Transportes para denunciar a operação de privatização da TAP e tentar garantir que a transportadora aérea “se mantenha portuguesa". “Relativamente à Concorrência, há matéria suficiente para travar este negócio. Esperamos que a Comissão Europeia assim o entenda”, prosseguiu António Pedro Vasconcelos, pedindo “urgência” no andamento do caso para que vá “a tempo de eventualmente fazer reverter ou anular esta decisão do Governo”.
"Nós sabemos desde o princípio que esta é uma luta muito difícil, é uma luta árdua. Estamos a lidar com pessoas que têm outro tipo de poder, o poder de decisão, mas nós temos uma coisa muito importante, que é a razão do nosso lado, e temos o facto de estarmos desinteressadamente, como patriotas e cidadãos, a lutar por uma causa que nos parece fundamental para o interesse nacional", concluiu o realizador.