Em comunicado emitido esta quarta-feira, o SOS Racismo pronuncia-se sobre os acontecimentos dos últimos dias em Israel e nos territórios ocupados na Palestina. E, no último dos cinco pontos que a associação apresenta, sublinha a sua “solidariedade com todas as vítimas geradas em décadas de conflitos” e afirma o compromisso “com a paz e com a luta anti-racista, exigindo o fim da barbárie e o fim da ocupação da Palestina”.
A organização anti-racista começa por reiterar “como temos vindo a fazer desde sempre” a condenação “veemente e de forma inequívoca” da “violência diária perpetrada pelo Estado de Israel sobre o povo palestiniano”, da ocupação da Palestina e da “perpetuação do apartheid racial, étnico e religioso imposto pelo regime de Israel”.
Em seguida, apresenta-se a condenação da “hipocrisia e a cumplicidade da comunidade internacional” que “assiste passivamente a todo este terror e que, ao longo de todos estes anos de conflitos e guerras, fechou os olhos às reiteradas violações do Estado de Israel ao direito internacional e aos mais elementares direitos do povo palestiniano – à sua punição coletiva, aos assassinatos sucessivos, à imposição de um regime de apartheid, à manutenção da faixa de Gaza como um verdadeiro campo de concentração e à destruição de toda e qualquer possibilidade de paz e de vida normal nos territórios ainda ocupados na Palestina”.
Num terceiro ponto, condena-se também de forma “veemente e inequívoca, os atos bárbaros e criminosos levados a cabo pelo Hamas esta semana”, um “foco de violência” que “não nasce isolado e é, também ele, fruto do contexto que acima descrevemos”, reforça-se.