Milhares de pessoas desfilaram no sábado nas ruas da baixa lisboeta, respondendo ao apelo à participação às manifestações no Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano. Além de Lisboa, também no Porto a data foi assinalada com uma manifestação.
Com muitas bandeiras da Palestina, tambores e música, a manifestação organizada pelo CPPC, a CGTP-IN, o MPPM e o Projeto Ruído decorreu entre os Restauradores e o Cais do Sodré, onde se ouviram palavras de ordem como “Israel é violência, Palestina é resistência”, “Hoje e sempre Palestina independente” e “Libertar a Palestina, acabar com chacina”. À chegada ao Cais do Sodré houve intervenções dos organizadores e entoou-se a Grândola Vila Morena. Diniz Lourenço, da CGTP, deixou a garantia de que “o povo português seguirá solidário” com a causa palestiniana e prometeu que na próxima greve geral, marcada para o dia 11 de dezembro, a bandeira da Palestina será erguida.
Os organizadores lembraram que “a fome é uma realidade diária” na Faixa de Gaza, mesmo após o cessar-fogo que Israel viola quase diariamente, tendo já provocado mais de 300 mortos desde o seu início em outubro. Esta semana, um novo relatório da ONU concluiu que a economia palestiniana não foi apenas danificada, mas sim sistematicamente desmantelada. Quanto ao caminho para a recuperação, ele mede-se não em anos, mas em décadas.