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Semedo apresenta propostas do Bloco e diz que segundo resgate é obra "de Passos e Portas”

No encerramento do Fórum Socialismo 2013, o coordenador do Bloco de Esquerda anunciou que o partido vai propor o aumento do salário mínimo, o alargamento do subsídio de desemprego e um programa de reabilitação urbana. Semedo considerou ainda que um segundo resgate a Portugal será da responsabilidade de Passos Coelho e Paulo Portas pela "brutal austeridade" que impuseram ao país.
No encerramento do Fórum Socialismo 2013, o coordenador do Bloco de Esquerda anunciou que o partido vai propor o aumento do salário mínimo, o alargamento do subsídio de desemprego e um programa de reabilitação urbana.

Na intervenção de encerramento do Fórum Socialismo 2013, o coordenador do Bloco de Esquerda começou por anunciar três propostas que o partido vai apresentar para valorizar o trabalho e reanimar a economia.

"Vamos defender o aumento do salário mínimo nacional, que não é atualizado há três anos e é o mais baixo da zona Euro, alargar o subsídio de desemprego porque há mais de um milhão de desempregados e mais de metade não tem qualquer assistência", afirmou Semedo.

O coordenador do Bloco anunciou também a proposta de um "programa nacional de reabilitação urbana", salientando que “temos mais de meio milhão de casas vazias. Com isto, podiam criar-se 60 mil novos postos de trabalho, o que significaria um crescimento de quatro por cento do produto interno bruto".

Serão essas as três próximas iniciativas do Bloco no parlamento para combater o desemprego, valorizar o trabalho e "para reanimar a economia”.

O coordenador do Bloco acusou de seguida o governo e os líderes da coligação de direita por um segundo resgate a Portugal.

"O Governo quer fazer crer, Passos Coelho quer fazer crer, que esse segundo resgate se tornou inevitável por causa da Constituição e do Tribunal Constitucional (TC) e que é a salvaguarda, a proteção, a defesa dos direitos dos trabalhadores que obriga o Governo a recorrer a um segundo resgate", referiu João Semedo e afirmou: "O que condena inevitavelmente o país a um segundo resgate é a política de austeridade que este Governo e a ´troika' impuseram".

"Não há Constituição, não há Tribunal Constitucional, não há direitos dos trabalhadores que condenem o país a um segundo resgate", frisou Semedo.

"Que não haja qualquer dúvida de que um segundo resgate é dose dupla de austeridade, de sacrifícios, de desemprego e de que é obra de Passos Coelho e de Paulo Portas", apontou Semedo, ironizando que "foram mais as milhas que Paulo Portas viajou do que os milhões que trouxe para Portugal", em termos de investimento estrangeiro.

O cabeça de lista do Bloco à Câmara de Lisboa falou de seguida das eleições autárquicas, afirmando que "cada voto nos candidatos do PSD e no CDS será um aplauso a esta política de austeridade" e apelou "às portuguesas e portugueses que votem maioritariamente à esquerda".

João Semedo desejou ainda uma decisão do Tribunal Constitucional que impeça que haja "um Alberto João Jardim em cada concelho", porque "já basta e é de deixá-lo na Madeira".

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