O braço-fireito de Joseph Blatter "foi afastado das suas funções, com efeito imediato, até mais notícias", refere o organismo que superintende o futebol mundial.
Valcke é acusado de receber suborno de Benny Alon, da JB Sports Marketing, no âmbito de um acordo da FIFA para a revenda de bilhetes do Mundial do Brasil.
Segundo o seu advogado, o secretário-geral da FIFA “nunca recebeu ou concordou em aceitar qualquer dinheiro ou qualquer outra coisa de valor do senhor Alon”.
“Jérôme Valcke, inequivocamente, nega as fabricadas e ultrajantes acusações de Benny Alon de alegadas irregularidades ligadas à venda de bilhetes do Campeonato do Mundo de 2014”, destaca o advogado.
Em comunicado, o braço-fireito de Joseph Blatter alega que “como foi relatado, a FIFA entrou em acordo com a empresa do senhor Alon, a JB Sports Marketing” e que “esse acordo e negócios subsequentes da FIFA com o senhor Alon foram analisados e aprovados pela FIFA e seus assessores jurídicos”.
A 27 de maio de 2015, sete altos-funcionários da FIFA foram detidos pela polícia suíça em Zurique a pedido das autoridades norte-americanas. Os suspeitos foram acusados de estarem envolvidos num escândalo de corrupção que envolve mais de 150 milhões de dólares.
Apesar das detenções, e de ter sido instado por Michel Platini, presidente da UEFA, a retirar a sua candidatura, Joseph Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA no Congresso.
Entretanto, a 2 de junho de 2015, Blatter, renunciou como chefe do organismo que tutela o futebol mundial, pondo termo a um mandato de 17 anos marcado por escândalos de corrupção. As eleições estão agendadas para fevereiro.
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