Corrupção na FIFA

A suspensão, determinada pelo Comité de Ética da FIFA, tem a duração de 90 dias. O presidente demissionário e o líder da UEFA e candidato à presidência da FIFA, e ainda o secretário-geral Jérôme Valcke, ficam interditos de desenvolver qualquer atividade associada ao futebol tanto a nível nacional como a nível internacional.

A Federação Internacional de Futebol anunciou, esta quinta-feira, a suspensão imediata do francês Jérôme Valcke, adiantando que “tomou conhecimento de uma série de denúncias envolvendo o secretário-geral e solicitou uma investigação oficial ao Comité de Ética da FIFA".

Chuck Blazer, ex-membro do Comité Executivo da FIFA, admitiu que ele e vários altos funcionários do organismo que tutela o futebol mundial aceitaram dinheiro em eleições para a escolha dos países a organizar fases finais dos campeonatos do mundo.

Conheça ao pormenor os episódios, escândalos e revelações que forçaram à demissão Sepp Blatter, presidente do organismo que tutela o futebol mundial durante 17 anos. 

Maradona sempre acusou e continua a acusar os chefes da FIFA: 'A FIFA odeia o futebol e a transparência, temos de recuperar o futebol de verdade.' Por Dario Pignotti, Carta Maior.

O futebol-arte próprio da criatividade humana transforma-se no miserável futebol propagandístico próprio da sociedade do espetáculo. Por Roberta Traspadini, Brasil de Fato.

Quando questiono os manifestantes contra o Mundial sobre os motivos da sua raiva, nas suas respostas aparece sempre alguma referência à chamada “Lei Budweiser”: como a FIFA pressionou o governo do Brasil para que mudasse a lei e permitisse a venda de cerveja nos estádios. Artigo de Alberto Sicilia, em São Paulo, para o Principia Marsupia.

Entidades representativas de trabalhadores enviaram carta aberta à Federação Internacional de Futebol (Fifa) contra o facto de a rede de restaurantes McDonald’s ser uma das patrocinadoras da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Por Carolina Sarres, da Agência Brasil

O jornal inglês Sunday Times garante que tem “milhares de emails, documentos e registos de transferências bancárias” que provam subornos na ordem dos cinco milhões de dólares para o Qatar acolher o Mundial 2022 de futebol.

O Mundial de Futebol que começa dia 12 de junho no Brasil será o mais caro de sempre. Os 12 estádios construídos ou remodelados custaram mais que os dos mundiais da África do Sul e da Alemanha juntos. As derrapagens chegaram a multiplicar os valores orçamentados por 2 e 3, e Brasília, onde não há uma equipa de futebol importante, passará a ter o segundo estádio mais caro do mundo. Por isso, os protestos organizam-se contra “esta Copa sem povo”. Dossier organizado por Luis Leiria.

Em livro recém-lançado no Brasil, Andrew Jennings desnuda a farsa dos bilhetes da Copa e avisa: os brasileiros estão a pagar por uma Copa (Mundial de Futebol) que só trará lucro para a Fifa e patrocinadores. Confira aqui a entrevista. Por Giulia Afiune, Agência Pública.

Como se não bastassem os lucros milionários obtidos pela FIFA, estes ainda entram nas contas da Federação livres de impostos. O Estado brasileiro deixa de arrecadar pelo menos 329 milhões de euros. Valor daria para construir mais de mil creches.

A pressão para acabar a tempo a construção dos 12 estádios de futebol do Brasil onde se irá jogar a partir de junho o Mundial de Futebol da FIFA impõe jornadas extenuantes, de até 18 horas, e amplia o risco de acidentes e mortes. Por Fabíola Ortiz, IPS News Service

Galardão é atribuído anualmente pela organização internacional Public Eye à pior empresa do ano. A FIFA teoricamente não é uma empresa, mas emprega centenas e tem lucros milionários. E, pior ainda, nem precisa de fugir aos impostos – está isenta da maioria deles. Votação decorre na net.

O site do prémio Public Eye Awards avalia que a Fifa, por meio do Campeonato do Mundo de 2014, "contribui para a violação dos direitos humanos, assim como ao direito à habitação, ao direito de protestar e de trabalhar". Artigo da Revista Fórum.

O mundial de futebol na África do Sul mostrou ao mundo como seguem latentes as tensões entre ricos e pobres, que ainda devem ser lidas como entre brancos e negros. Artigo de Gabriel Brito, do Correio da Cidadania.